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Sem Foco 018 – Vingadores 3 – Guerra Infinita!

Rock ON!

Eu e Dora Guerrero fomos ver Vingadores, Guerra Infinita!!! Sim, minha mãe curte filme de herói!!! E eu também!!

O programa está cheio de spoilers, então, ouça por sua conta e risco. Deixei vários avisos, hein?

Espero que gostem!

Inclusive, tem nossa reação após o filme, quando estavam subindo os créditos. Será que você ficou assim também?

Ouçam!

Rock OFF!

Sem Foco 010 – Star Wars VIII – Rey é mesmo uma Ladra??

Rock ON!!!

Mais um Sem Foco Cinematográfico!

Fomos novamente assistir Star Wars, The Last Jedi e reparamos em coisas muito interessantes que tinham passado batido da primeira vez! E estamos contando tudinho para vocês aqui neste programa!

Será que a Rey é mesmo uma ladra? Nós explicamos isso durante o programa, além de explicar como funciona a Força!!! Ou não? Será que explicamos? Acho que vocês vão ficar em polvorosa com as coisas que falamos!!!

Contém muitos spoilers, se não viu o filme, não ouça o programa.

Gravado no Studio Pálio, edição bruta e com alguns ruídos. Eu AINDA preciso de um microfone e desta vez usei do fone de ouvido. Ficou melhorzinho, mas… poxa, preciso de um microfone!

 

Lembrando que não somos especialistas em cinema, apenas compramos o ingresso, assistimos e discutimos o que achamos do filme. SEMPRE fazemos isso e decidimos compartilhar com vocês esse hábito.

Aliás, é graças à Dora Guerrero, minha mãe, que eu gosto de filmes, desenhos, livros, heróis, quadrinhos etc. Ela sempre me incentivou e hoje, eu posso leva-la para passar algumas horas numa sessão de cinema e sei que ela gosta muito de discutir os filmes.

 

Bom, é isso, pessoal.

A 5ª Onda – Assista esse Filme!

Rock ON!!!

 

Fala, galera, tudo bom?

Ontem saí para levar minha mãe para ir ao cinema assistir Deadpool, na última sessão e como estava lotada, restaram duas opções: assistir um filme brasileiro cópia de filme do Adam Sandler com o ator fazendo um monte de papéis ao estilo Eddie Murphy, só que ruim; ou assistir ao filme A 5a Onda. Pelo título você já sabe qual fomos ver.

 

Já tínhamos visto o trailer quando assistimos Star Wars e achamos interessante, mas nada que chamasse atenção para ir ao cinema ver esse filme especificamente. De fato, gostaria de assistir O Regresso, com o Di Caprio e Creed com o Stalone, mas enfim, a 5ª Onda apareceu na minha frente.

poster

Sala lotada no Cinemark do Shopping D, pegamos lugares na 4ª fila, cadeiras 12 e 13, ou seja, bem na frente da tela. Prefiro ver mais lá pra o meio do cinema, mas enfim, era o que tinha, longe das pessoas.

Pode ler que este trecho não tem spoiler e quando tiver, vou avisar.

coronel

O filme começa, num local que parece cenário de The Walking Dead e temos como protagonista uma garota lourinha que conta o início de sua trajetória até aquele ponto.

A narrativa decorre rapidamente, ela conta como a humanidade foi para merda, a sequência de eventos, as chamadas ondas, são contadas de um jeito muito legal e com um excelente ritmo. As cenas de destruição são maravilhosas e a galera de visual effects trabalhou muito bem, porque ficaram bem reais mesmo.

 

Lembrem-se, é um filme, não tem nada a ver com Crepúsculo, como eu li por aí. Lembra vagamente Divergente, acho que só o fato da humanidade ter ido para as cucuias e de ter vindo de um livro.

Não sei se parece jogos Vorazes, pq não vi esse filme.

A fotografia do filme é muito bonita, as atuações também estão bem legais. Dá para empatizar fácil com a guria e com os demais personagens da trama, odiar outros, ficar com medo, tensão e até rir um pouquinho, sem besteirol, claro.

Vale o ingresso, o filme é longo, leve água e pipoca.

Sério, não se deixem levar por opiniões idiotas por aí, o filme não é para Oscar, mas vale a diversão que ele causa, a ideia é muito boa, o roteiro tem alguns probleminhas, tem sim, mas dá para passar por cima disso sossegado, afinal, é um filme.

 

Daqui para frente pode ter spoilers, mas são leves.

sam

A família da garota é apresentada, mostra que ela é uma boa filha, que vai para festinha, tem um paquerinha (um garoto Cigano Igor, isto é, com uma expressão facial apenas) mas chega no horário, gosta do irmãozinho, enfim, nada de anormal.

Até que um belo dia, aparece uma nave gigantesca, pairando nos céus e que bota a galera em situação de alerta. Sinceramente nessa parte acho que a história come bola, porque a NASA fica apenas monitorando aquela coisa gigante passeando pelo céu. Acredito que se algo desse porte acontecesse mesmo, teriam bombardeado aquilo até não poderem mais.

Aquela nave fica lá e por incrível que parece, as pessoas continuam levando sua vida normalmente! Claro, alguns mais espertos se mudam. Mas nem as escolas fecham! Pow!

E é na escola que tem uma das cenas mais legais do filme, que não vou contar, mas deixarei a pista: faz um Ka-Boom fantástico!

Bom, depois disso, acontecem outras tragédias devido às ondas, e a guria e sua família vão parar num campo de refugiados, onde o pai dela lhe dá uma arma e um curso relâmpago de como manejar a mesma. Eu não aprendi. Não sei como a menina aprendeu, enfim, é filme, né?

Aí um belo dia, aparecem os militares, separam as crianças dos pais: meninada no ônibus e pais no refeitório. Daí a gente que conhece algo sobre história do nazismo sabe o que acontecem com os pais, né?

Mas o Sam, irmão da guria, esquece a porra do ursinho no quarto do acampamento. E ela, trouxa, vai lá buscar e perde o ônibus.

Aí ela foge para floresta e tenta achar o acampamento dos militares.

 

Grandes Spoilers a partir daqui:

cloe

Ela está naquela rodovia do começo de The Walking Dead, toma um tiro e o galã da história a salva, faz curativo e a partir daqui o filme perde ritmo e fica fazendo marolinhas. Ela vai atrás do irmão e o cara vai junto, sim, ele já está apaixonado por ela.

Paralelamente a isso, descobrimos que as crianças todas estão sendo transformadas em soldados e recebendo treinamento militar para acabar com os alienígenas e vc para e pensa: WTF??? Por que os militares dispensam adultos sadios e com algum treinamento militar prévio para se dedicar às crianças? Fica no ar a pergunta.

Lá vemos que o paquera da guria ainda está vivo, ganha o apelido de Zumbi e vira chefe de esquadrão, com mais meia dúzia de outros guris com apelidos como Dumbo, Teacup etc.

Aí introduzem naquele pelotão a personagem gótica, que já chega chutando bundas e que notamos que vai ter um romance com o Zumbi.

Corta para floresta, a guria e o Evan, nome do cara que a salvou, estão num carro abandonado para passar a noite e ela… bom, acontecem coisas e ao amanhecer, mais coisas!

 

Spoilers Kaijus daqui para frente, se não parou de ler e quer ver o filme, a hora de parar é agora! Chispa daqui!

WAVE

Vamos começar com o Trailer, que é o spoiler master:

 

Bom, Descobrimos que Evan tem sangue alien, ele é misturado, gente, afinal, na briga com uns caçadores que estão a serviço dos Outros (é assim que chamam os aliens) porque estão dominados por eles, esse garoto, o Evan, dá uns pulos ao melhor estilo Marvel e é porradeiro também. Ok, já tínhamos visto numa cena que o visual lenhador dele não era por nada.

Porrada vai, porrada vem, a guria sabendo que ele é um deles, fica puta, aponta a arma para ele, discute, segue sozinha para a base militar.

Invade a base, acha o ex-paquera, pega o irmãozinho, nisso, bombas explodem e é o Evan que as plantou, o Coronel manda evacuarem a base, levar as crianças em aviões cargueiros para o que ele chama de ‘O País das Maravilhas’ (Ou terra das maravilhas, não lembro), aquela loucura toda, bomba para tudo quanto é lado e pronto!

 

Conseguem fugir da base a garota, o seu ex-paquera, o irmãozinho e o ursinho, claro, resgatados pelo esquadrão do Zumbi, que havia ficado num trecho de uma cidade, porque eles foram mandados para matar os aliens, mas eles descobrem que na verdade, estão exterminando o que resta da humanidade! Os aliens são o exército!! Tadaaaaaa!!!!

Putz! Mas eles descobrem a tempo, se livram dos chips de ‘sei lá o que’  que recebem quando ingressam no exército. Daí o Zumbi diz que deixou o Sam na base, amarrado, pq ele era muito pequeno. Sim, ele ficou com pena. Então agora temos a missão de resgate e por isso o Zumbi voltou para base sozinho e posteriormente foi resgatado com a guria e o Sam de lá, por eles, num veículo dirigido loucamente pela gótica! Aha!!!

Se eu contasse isso antes, seria um puta spoiler.

Bom, eles saem da base que ficou explodindo, não temos mais notícias do Evan, e o filme termina com a gurizada comendo algo em volta da fogueira e combinando de achar o resto das crianças. Sobem os créditos e fim! WOW!!!

 

Aqui ainda tem spoilers Kaijus:

ursinho

E esse foi o filme. Achei divertido, empolgante em alguns momentos, completamente parado em outros.

Vale o ingresso no cinema pelas cenas iniciais, que são de tirar o fôlego mesmo. A queda do avião, as tsunamis e terremotos são incríveis, bem como a parte que a H1N1 modificada se espalha e mata a galera, inclusive a mãe da guria, são ótimas produções.

A parte da morte do pai, é muito tensa, você sente junto o desespero com a garota, é uma boa atriz.

As cenas de pancadaria dela também são muito boas, aí você se lembra que ela é a Hit-Girl do Kick-Ass e pronto, natural aceitar que uma adolescente que tinha uma vidinha comum é fera em luta. ehehehhe

 

Bom, é isso, espero que gostem do filme, que assistam e tenham bons momentos de diversão.

gotica

 

Para ver a lista completa do elenco, aqui está o site do IMDB.

 

Rock OFF!!

 

Devaneios Criativos sobre Criatividade


ROCK ON leitores! Aqui quem fala é o Lucas, seu pseudo-gringo favorito. As vezes eu conheço pessoas maravilhosas na internet que proporcionam conversas interessantíssimas, que desafiam a mesmice e a banalidade com reflexões curiosas. Uma dessas conversas ficou tão bacana que resolvi contar pra vocês, amigos leitores!


Tudo começou quando meu amigo Benjiro me perguntou:

Vc já se pegou bolando uma história na sua cabeça, e dai vc vai ver um filme/livro/game/desenho e vê que é basicamente o que vc estava criando, e dai agora se vc resolver fazer algo com essa ideia vai ser considerada plágio?”

Caramba! Isso acontece comigo o tempo todo! Entusiasmado com a descoberto de que este fenômeno acontece com mais pessoas, resolvi hipotetizar que este “plágio” sem intenção possa sugerir algumas idéias. Vou enumerá-las aqui. Eu sei quealgumas estão erradas (ou podem estar), mas vale expô-las só por reflexão. Hipotetizo que:

1. As pessoas já criaram e acumalaram quase tanta informação quanto temos capacidade de criar novas.

Imagine o início da criação cultural humana. Neste primórdio abstrato, qualquer conceito criado poderia ser considerado novo, já que pouquíssimo conhecimento existia. Então, com a invensão de um sistema de linguagem com escrita, começamos a armazenar o conhecimento e idéias já existentes poderiam ser gravadas. Muito tempo depois veio a prença, e depois o armazenamento digital da informação. Quanto mais informação armazenada, mais difícil de criar conhecimento inédito, já que uma quantidade crescente de conhecimentos já existem. Isso poderia acontecer pois, quanto mais rápido temos capacidade de criar conteúdo, mais conteúdo se acumula, e mais difícil fica criar algo novo. Essa tendência é como uma curva exponencial que começa a crescer muito rápido, mas depois vai desacelerando (conhecida como curva de explosão), tendendo a um limite. Estaríamos então neste limite onde é incrivelmente difícil criar algo novo?

2. Tudo que criamos é o resultado da combinação dos significados que aprendemos anteriormente.

Podemos misturar toda a cultura a que somos expostos em combinações realmente inesperadas e criativas, mas somos limitados às mesmas.

(Galera de Humanas, tentem não se apaixonar por mim agora).

Dentro das experiências singulares de cada indivíduo, existem infinitas maneiras de pensar e combinar, mas estas não escapam das experiências em sí – da mesma forma que existem infinitas frações entre 0 e 1, mas elas não são menores que 0 nem maiores que 1 – é um escopo criativo infinitamente incontável, porém ainda limitado. (Galera de Exatas, sua vez de se apaixonar!)

Dessa forma, o processo criativo é, na verdade, o processo de transformação daquilo que já conhecemos. Exemplo maneirinho:

As horcrux do Harry Potter são argumentos narrativos fascinantes. Neste universo de fantasia, o vilão pode dividir sua alma em pedaços e guardá-la em objetos paupáveis! Que idéia bacana. Mas pera, já li isso antes… Já sei! As horcrux são claramente baseadas nos Anéis do Poder, do universo do Senhor dos Anéis.

“Oh não! Seria Harry Potter uma farsa? Uma cópia?”

De maneira alguma. J. K. Rowling foi claramente influenciada por Tolkien, mas as histórias tem propósitos e elementos muito diferentes. Porém, o fato de terem alguns elementos narrativos parecidos sugere que esta hipótese pode estar certa. Mas não para por aí! A saga Senhor dos Anéis é um spinoff do livro O Hobbit, que conta as épicas aventuras do Bilbo Bolseiro. Nestas, Bilbo encontra em uma gruta um anel que o torna invisível quando usado.

Todavia, este é baseado no Mito de Gyges, da República II. Nessa parábola, Platão relata a história de um camponês chamado Gyges que encontra um anel mágico em uma gruta escondida. Com este anel, Gyges pode se tornar invisível, e logo descobre que não seria penalizado por suas ações. Platão então faz um ensáio sobre moral, conciência e escolhas, explorando a possibilidade de agir sem consequências.

“Seria então todos plagiadores de Platão?”

Também não. Esta história é uma releitura de mitos locais que tentam passar uma lição moral de forma narrativa. Criar é ligar o liquidificador de referências prévias, e tanto J.K. Rowling quanto Tolkien e Platão transformaram um conceito no outro para apresentar suas idéias.

Principalmente depois das mídias com alcances de massa, como o rádio e a televisão, um conceito pode viajar sem amarras geográficas em forma de narrativa; depois da internet, tudo fica gravado pra leitores, ouvintes e expectadores posteriores. Sabe-se lá quem  vai ser inspirado a reconstruir uma narrativa para explorar suas próprias idéias.

References… references everywhere!

Essa é a beleza do broadcasting! Dentro deste pressuposto, idéias novas são uma combinação das anteriores; existe uma maneira matemática bacana de entender o problema: imagine que em uma cultura X existem apenas duas idéias. Idéia A e idéia B. Dessa forma, você pode organizar elas destas maneiras:

A
B
AB
BA

Você pode combiná-las da maneira que quiser, mas não tem como escapar disso ou de variações repetidas disso.
Agora, imagine que a cultura X tem 4 idéias: A, B C e D. Já temos muito mais maneiras de cobinálas:
A
B
C
D
AB
AC
AD
ABA
ABB
ABC
ABD
ABAA
ABAB
…..

Agora imagine uma cultura dinâmica como a da humanidade toda, que tem muitas idéias. Existirá tantas maneiras de combiná-las, mas tantas, que vai parecer infinito. Mas não é. E como temos capacidade de armazenar e acumular essas informações, principalmente agora com o advento da “rede mundial de computadores” que deixou mais fácil produzir e disseminar uma combinação nova, podemos chegar em um determinado momento quando teremos tantas combinações já feitas que uma “nova” idéia parecerá muito semelhantes as anteriores.

É interessante pensar que o argumento oposto também pode ser feito: o fato de existir tantas idéias significa uma quantidade exponencial de novas idéias a serem combinadas. Fica o dilema.

3. Talvez não exista uma saída da caverna de Platão.


O mito da Caverna de Platão conta a parábola de prisioneiros que foram criados em uma caverna; nesta, os prisioneiros eram presos de tal forma que apenas podiam ver projeções de sombras na parede da caverna. Por serem criados a vida inteira neste ambiente, os prisioneiros não tem capacidade de imaginar nada além das projeções de sombras, um universo sem cores, binário (sombra e não sombra) e plano, com apenas duas dimensões espaciais: altura e largura, mas sem profundidade. Na parábola, um prisioneiro pode ser liberto; quando isso acontece, este conhece um universo inteiramente novo, multi-color, tridimensional, e grandioso. A pessoa liberta descobre o Dia e a Noite, rios e mares, animais, sociedades inteiras feitas por milhares de outras pessoas. É relevante dizer que esta pessoa não tinha como imaginar este universo enquanto ainda era prisioneiro, já que toda sua realidade se resumia ao interior da caverna e a sombras na parede. Foi necessário libertar o prisioneiro para que ele entende-se o mundo fora da caverna. Mas… e se o mundo lá fora for uma outra caverna, apenas muito maior e mais complexa?

Dessa maneira, você sai da sua caverna pra entrar em uma muito maior. E quando sai desta, entra em uma outra muito maior ainda. Mas sempre está limitado às paredes da nova caverna, por mais longe que estas estejam, nunca poderá criar algo além dos limites impostos pela mesma.

4. Seria a capacidade de criar algo novo matematicamente redutível?

Este é um conceito de reflexão muito antigo que surgiu logo em que o ser humano descobriu que podia observar padrões na natureza e, usando os mesmos, poderia prever o que aconteceria em seguida. Começamos associando os padrões das estrelas no céu com as estações do ano e, desde então, descobrimos um universo inteiramente vasto que pode ser descrito através da matemática. Acho importante deixar claro aqui que quando falo em matemática, não falo da Língua Matemática, sistemas de regras e símbolos que usamos para expressar relações lógicas, mas sim da Lógica em si, que independe da língua usada para ser expressa. Visto o sucesso do uso de padrões lógicos na Física e na Química, e até na biologia, a redutibilidade matemática se torna um questionamento constante: “poderia tudo no universo ser reduzido a uma expressão matemática? É tudo calculável, previsível?”

Acho importante dizer que “calculável” não diz respeito a sua capacidade de calcular algo, ou a capacidade de um computador calcular algo. Não diz respeito à capacidade prática de calcular, mas à capacidade teórica e universal de calcular. Por exemplo, pode existir uma equação tão complexa que levaria um computador bilhões de anos para calcular, ou talvez os nosso computadores atuais nem sejam capazes de tal, mas se existe qualquer possibilidade de chegar em um resultado desta equação independente do custo de recursos que isso gera (tempo é um recurso), esta equação é calculável. Sim, este não é um conceito prático, mas um conceito teórico que só faz sentido no mundo das idéias.

Até a década de 20, muitos achavam que sim, TUDO no universo pode ser calculado. Aparentemente, tudo na Física era calculável. Então surgiu a reflexão de que se o comportamento dos corpos das pessoas seguem as leís da Física, logo o comportamento de uma pessoa também poderia ser calculado, nos mínimos detalhes e nos detalhes mais específicos de um indivíduo.

O XKCD tem uma tira excelente sobre o assunto:


purity


Para calcular o comportamento humano em sua completude, seria necessário:

i. conseguir saber todas as relações, padrões, leis e regras que regem o comportamento deste indivíduo;

ii. conseguir saber todas as variáveis, como experiências passadas, condicionamento, predisposições genéticas, balanceamento químico/hormonal do cérebro, etc;

iii. conseguir saber e expressar todas as relações entre as regras (i) e variáveis (ii) com precisão perfeita.


Independente se conseguimos descobrir i, ii e iii, muitos desconfiavam que o ser humano é matematicamente redutível, só é tão complexo, mas tão complexo, que seria extremamente difícil calcular seu comportamento. Ou seria?

Existe um estudo que consegue prever com de precisão de até 94% se um casal de homem e mulher vai continuar junto ou vai separar. O estudo usa as conversas dos casais como variáveis, especialmente a velocidade, facilidade e intensidade em que pequenos conflitos escalam pra grandes brigas. Mas isso não quer dizer que todo comportamento humano pode ser calculado, muito menos que todo comportamento da natureza pode ser calculado também.

Quando descobriram a Física Quântica, a redutibilidade matemática perdeu muita força por causa da dualidade partícula-onda: uma partícula se comporta tanto como uma onda, quanto uma partícula clássica (um pontinho ou corpúsculo no espaço). Uma vez que descobrimos isso, faltava saber por que as partículas se comportam ora como ondas e ora como corpúsculos. Porém, toda vez que tentavam medir a onda durante seu trajeto, antes que ela batesse no sensor, a onda virava uma partícula no momento da medição. Achava-se que era um problema com o experimento, mas depois descobrimos que a dualidade é real quando encontramos uma forma de vê-la sem interferir em suas propriedades. Em vez de usar sensores sensíveis a luz, usamos sensores sensíveis ao campo magnético.

Mas o que é essa onda? Os físicos achavam que cada ponto da onda representava uma chance maior ou menor de encontrar a partícula, mas que ela estaria sempre em um único lugar. Porém, descobrimos que cada ponto da onda representa uma chance maior ou menor de SER a partícula, como se a existência dela pudesse espalhar em milhares de pontos. Este conceito é extremamente contra-intuitivo. Como pode algo não estar em um único lugar, mas estar em vários lugares? Como pode o fato de ESTAR se tranformar em CHANCES DE ESTAR em algum lugar? Como pode uma existência se espalhar? Muitos duvidaram que isso seria possível pois é diferente de tudo que já vimos na mecânica clássica.

Einstein era um deles e, em resposta ao problema, ele disse que “Deus não joga dados”, argumentando diretamente em favor da redutibilidade matemática. Ele simplesmente não queria acreditar que algo fosse aleatório na natureza.  Neste caso, vale a pena dizer que ele não se referia a um Deus de maneira religiosa, mas mais como “universo”, “natureza” ou ainda “leis da física”. Porém, foi provado que a onda é bizarra mesmo; Einstein se arrependeu profundamente de ter dito aquilo e passou a ajudar a desenvolver a mecânica quântica.

Pra saber mais sobre o assunto, recomendo este artigo.

Tá, então nem tudo pode ser calculado, existe realmente aleatoriedade no mundo microscópico. Mas será que existe também em escala macroscópica? Será que o comportamento humano é aleatório? Pra ilustrar o problema, imagine que um apostador vai apostar se o giro de uma moeda vai dar cara ou coroa. A moeda é lançada e, enquanto está no ar, o apostador escolhe se a moeda vai mostrar cara ou coroa. Se o apostador conseguir medir com precisão a força aplicada na moeda e a trajetória da mesma (variáveis ii), se ele souber física (regras i) e tiver um meio de calcular a relação entre essas variáveis e essas regras (iii), o apostador pode prever o resultado do giro da moeda antes que este seja revelado. Neste caso, a aposta é matematicamente redutível.

Mas e se o apostador tiver que escolher entre cara e coroa ANTES da moeda ser lançada no ar? Neste caso, o comportamento do ser humano que vai lançar a moeda passa a ser uma variável na equação de prever o resultado cara/coroa. O apostador teria que saber TUDO sobre o lançador (ii), todas as regras de comportamento humano que cabem ao lançador (i), e como essas duas coisas se relacionam (iii). Se o comportamento humano tem variáveis aleatórias, a aposta não é matematicamente redutível (ou é matematicamente IRredutível, mesma coisa).

What is Random? – Vsauce

What is NOT Random – Veritasium

 


Como até na Física existe aleatoriedade, não vejo motivos fortes o suficiente pra concluir que comportamento humano é matematicamente redutível. Porém, como a grande maioria dos problemas da natureza são matematicamente redutíveis, incluindo comportamento animal, também não vejo motivos fortes o suficiente pra concluir o oposto. Portanto, mantenho ambas hipóteses em aberto.

Mas o que tudo isso tem a ver com criatividade, com capacidade de criar algo novo?
Vamos revisar bem rapidamente as sugestões anteriores:

1. As pessoas já criaram e acumalaram quase tanta informação quanto temos capacidade de criar novas.

2. Tudo que criamos é o resultado da combinação dos significados que aprendemos anteriormente.

3. Talvez não exista uma saída da caverna de Platão. Você sai da sua caverna pra entrar em uma muito maior.

E agora a parte final:

4.A) Se o comportamento humano for redutível, estamos presos nas sugestões anteriores.

4.B) Se o comportamento humano for irredutível, podemos realmente dizer que é possível criar algo novo.
Quanto maior for o nível de aleatoriedade, maior vai ser a variação nas formas de combinar os significados anteriores (3). Tendo uma aleatoriedade grande o suficiente, podemos combinar conceitos antigos de formas completamente novas, ou até adicionar um conceito nunca antes visto!

Algumas ressalvas:

I. Não vejo uma linha precisa pra dividir um conceito antigo de um novo. O que é algo novo? O que é algo diferente? Qualquer linha é arbitrária. Este problema fica claro na metáfora do Barco de Teseu. Imagine que Teseu tinha um barco que pra fins de discussão chamaremos de Elena, que usava para navegar pelas ilhas gregas. Um dia, o mastro quebrou. Logo, Teseu colocou um mastro novo. Em outro momento, a vela rasgou. Então, Teseu colocou uma vela nova. Em outro momento, um lado do casco furou e Teseu teve que refazer aquele lado. Teseu foi trocando pedaço por pedaço do barco até que todos os pedaços são novos, de cores, tamanhos e materiais diferentes.

O barco final ainda é o mesmo barco, apesar de todas as peças serem diferentes? Mas em qual momento Elena deixa de ser Elena para ser um outro barco? Em que momento eu traço uma linha e digo “antes daqui é Elena, depois não é mais?”

O mesmo acontece com times de futebol. Mudam os jogadores, os diretores, a torcida, até o brasão, mas ainda chamamos tanto o Corinthians de 1915, quanto o de 1965, quanto o de 2015, de Corinthians. Ainda consideramos ser o mesmo time. A mesma coisa com espécies na taxonomia biológica: se tivéssemos um exemplar de cada ser vivo que já existiu, e colocássemos todos eles em linhas temporais que foram se ramificando, não teríamos uma distinção de onde uma espécie acaba e uma nova começa; as únicas duas formas não arbitrárias de separar espécies seriam: dizer que cada ser vivo é uma única espécie diferente, ou que todos são a mesma espécie.

O problema também acontece com idéias narrativas, literárias, de filmes, etc. Se colocar todas as idéias em linhas que foram se ramificando, seria impossível dizer onde uma idéia antiga acaba e onde uma nova começa. Eu exploro bem este problema em um pequeno áudio dramatizado que eu fiz e publicaram nos últimos 10 minutos do SciCast 88. Recomendo.

II. Eu defino criatividade como capacidade de criar algo novo ou recombinar idéias já existentes de forma não antes feita. Pode ser que criatividade signifique algo diferente para você. Tudo bem, não tem problema. Deixa nos comentários o que é criatividade pra você! Eu acho interessantíssimo o quão criativos podemos ser para defirnir criatividade de formas diferentes.

O Vsauce tem outros vídeos excelentemente maravilindos sobre alguns aspectos do problema:

The Zipf Mystery

Did The Past Really Happen?

When Will We Run Out Of Names?

How many things are there?



E você caro leitor? Tem algum devaneio criativo sobre a criatividade?

ROCK OFF!

Dia Nacional do Surdo!!!

Rock ON!!!

Quando vi essa imagem, achei que o Papa Francisco tinha visitado o Rock Me ON!!!

Mas não é nada disso, é que dia 26 de setembro se comemora o dia Nacional do Surdo.

 

DiadoSurdo

 

Para saber mais, clique aqui.

Eu vi esse post na Time Line de um amigo do trampo que é surdo e achei muito legal ter um dia especial assim.

Aliás, já deixo um protesto aqui para a indústria distribuição de filmes nos cinemas, pois ultimamente só mandam filmes dublados e pessoas surdas, como esse meu amigo, não podem mais ir ao cinema. SIM! SURDOS VÃO AO CINEMA curtir um filme! Mas precisa ser legendado. Então, quando se coloca apenas a versão dublada, essa parcela significativa da população fica excluída dessa forma de entretimento e precisa esperar sair em DVD ou TV a cabo para ver com legendas ou outros meios, digamos, não convencionais e lícitos.

Eu gosto de filme dublado, amo os dubladores, mas também gosto dos filmes legendados e ter as duas opções para mim, é algo legal. Mas eu não sou surda, então se tiver um filme dublado, eu posso ver sem problemas. Mas e os surdos? Até podem ver o filme dublado, mas você pagaria para ver uma sucessão de imagens e adivinhar o sentido delas? Claro que não! Então eles precisam das legendas para poderem entender a  história!

Bom, fica aqui meu protesto pelos filmes apenas dublados e meus parabéns aos surdos deste país, que seus direitos sejam cada vez mais reconhecidos!

Rock OFF!!!

Podcast!!!

ROCK ON leitores, amiguinhos internéticos! Aqui é o Lucas Balaminut, ouvinte profissional de podcast.

Como todo bom hiperativo não diagnosticado, estou sempre procurando estímulos informativos (culpa do café?). Notícias, artigos, colunas opinativas, papers acadêmicos, vídeos, ou gráficos do mercado financeiro – consumo tudo que vejo pela frente. Um rato de Wikipédia, estou sempre fuçando fontes a fim de saciar minha curiosidade infinita.

Porém, entre todas essas alternativas, destaco a minha favorita. Além do café, sou viciado em podcast.

Mas Lucas… não sei o que é podcast. Por obséquio, vossa gentileza poderia me explicar?

Podcasts são programas em áudio, assim como aqueles do rádio. A diferença é que não são limitados pelo horário de programação. O ouvinte pode baixar os episódios quando quiser, ouvi-los quando desejar, pausar em qualquer momento e reouvi-los se tiver vontade. Um verdadeiro Netflix dos radio-shows. Podcasts podem ter horas de duração ou apenas alguns minutinhos, podem ter muitos participantes ou apenas um narrador, e podem tratar de qualquer assunto.

Recentemente, descobri o site Os 5 Melhores, que permite a qualquer usuário criar listas sobre qualquer tipo de produto, serviço ou assunto em geral, e votar em quais são os melhores dessa lista. Normalmente, cada votação tem entre 20 e 50 participantes. Eu descobri a lista de Os 5 Melhores Podcast Brasileiros, onde mais ou menos 50 podcasts eram listados, contando com 250 votantes. Divulguei a lista pros meus podcasters favoritos e pros meus amigos. Estes divulgaram para os seus ouvintes e para outros programas e, de repente, iniciou-se a TERCEIRA GUERRAL MUND… digo, A GUERRA PODCASTAL!

Os diferentes programas passaram a competir para subir no ranking, todos divulgando em massa a votação. Em menos de um dia, a lista já contava com 5 mil participantes e, o mais impressionante, SEISCENTOS PODCASTS! Sim, existem mais de 600 programas brasileiros diferentes. Eu não fazia idéia da dimensão da mídia até então – que surpresa agradável! Confira a lista, leia os comentários e descubra programas bacanas.

Ó, que pândego! Hó Hó! Conte-me mais sobre isso…

Os podcasts surgiram no EUA como uma evolução do rádio. Quando a internet surgiu, vários programas de rádio passaram a disponibilizar a gravação de seus episódios online – como talk shows, entrevistadores, programas de auditório, jogos de quizzes e comediantes. Dessa forma, quem deixou de ouvir o programa no rádio poderia baixar e escutar. Com a evolução da internet, muitos broadcasters perceberam que manter um site no ar é muito mais barato do que ter um programa em rádio; logo, vários programas migraram para a plataforma online. Um pouco depois, outros lançaram novos programas diretamente na internet.

Os podcasts americanos ainda mantêm muito dessa tradição radialista; o formato do programa gira em torno de um apresentador que conversa de maneira convidativa e semi-formal com convidados. Eles contam com pouca edição de falas e músicas, sendo quase que inteiramente produzidos durante a gravação.

Diferente da gringolândia, o Brasil tem uma história peculiar com esta mídia independente. A dez anos atrás, quando poucos podcasts existiam, era comum que pequenos blogs experimentassem todas as ferramentas disponíveis na internet a fim de atrair audiência. Foi assim que surgiu o Nerdcast, primeiro podcast realmente expressivo do país. Em vez de radioalistas com anos de experiência, este podcast, assim como muitos outros que vieram a seguir, era feito por entusiastas amadores que queriam agregar conteúdo ao seu site, falar de assuntos que gostam, opiniar e compartilhar experiências.

O Nerdcast desbravou a mídia no Brasil; contando com o aumento da acessibilidade da internet, o levante da demanda por cultura pop moderna, saudozismo e a popularização da cultura de nicho Nerd, cada ano o Nerdcast dobra sua audiência (de 350 mil downloads por episódio em 2014 pra 700 mil em 2015), servindo como porta de entrada pra mídia à muitos ouvites. Foi assim que descobri podcasts, a 8 anos atrás!

Encontrei o Nerdcast enquanto procurava sobre filmes do X-Men no Google, mas achei extremamente estranho ouvir desconhecidos conversando por uma hora no meu ouvido; também não conseguia diferenciar as vozes, saber quem é quem. Mas depois acostumei. As conversas eram engraçadíssimas, os participantes me conquistaram e eu aprendia bastante com o conteúdo. De um programa por mês, passei a ouvir um por semana, depois um por dia e, quando percebi, aguardava ansiosamente pela próxima publicação.

Estava feito: me tornei um ouvinte regular! O primeiro podcast que escutei na data de publicação foi o Nerdcast 101 – Traumas de Infâncias, a 7 anos atrás. De lá pra cá, é um ritual semanal baixar o Nerdcast de sexta-feira.

Mas o que ouvir durante os outros 6 dias da semana? Fui atrás de mais podcasts, claro.
Como eu era um adolescente cheio de tempo livre, procurei por temas que me agradavam, me tornando um verdadeiro junky de podcast. Sempre que estou fazendo alguma atividade que não requer muita atenção (limpar a casa, lavar a louça, pegar ônibus, correr no parque, etc), também estou ouvindo podcast.

Escolher entre 600 programas diferentes sem previamente conhecer nenhum  é complicado – sofro disso toda vez que vou a um restaurante que nunca experimentei nenhum prato. Então, aqui vão as RECOMENDAÇÕES DO LUCAS! Aeeeeeew.

JWave –  cultura pop, nerd e Japonesa; além de ser engraçado e cheio de curiosidades, o Juba (host) é muito carismático. Temas incluem JPop, anime, mangá, cultura oriental, cultura pop em geral e nostalgia anos 90 e 80. Descobri pesquisando sobre o anime Neon Genesis Evangelion – ainda com alguma dificuldade de entender… quem sabe eu não escrevo sobre isso?

Mundo Freak Confidencial – trata de investigar mistérios, lendas, mitos, oculto, obscuro, curioso e sobrenatural; programas bem leves engraçados, visa a diversão acima de tudo. Recomendo os episódios especiais Aconteceu Comigo.

Mixtape – bandas, álbums, instrumentos, estilos, tudo relacionado a música com o muito carismático Gustavo! Recomendo o episódio em que participei Filmes Sobre Música.

Promontório Estéril – pequenos episódios de 20 a 30 minutos narrando a vida de personagens históricos não tão famosos como em um áudio drama; muito bem produzido.

Dragões de Garagem – divulgador científico, trata de outros assuntos com seriedade mas sem perder a descontração; visa o aprendizado e tem excelentes entrevistas.

TemaCast – leva aos ouvintes conteúdo relevante sobre comportamento, história, biografias e cultura geral.

SciCast – traz conteúdo extremamente bem pesquisado, professores acadêmicos e pesquisadores com o objetivo de ensinar ciência de maneira divertida; temas variam de biologia, tecnologia e exatas para história, geografia e outras áreas humanas. Eu mesmo participei do episódio 88 – Pensamento Científico, e outros que ainda serão publicados.

Café Brasil – estimulam discussões intelectuais através de reflexões sobre vários aspectos da vida em sociedade.

Radiofobia – produzido, editado e apresentado pelo mestre do broadcasting Leo Lopes; discute temas variados e entrevista convidados ligados à atividade humorística do rádio, TV ou internet. O diferencial do programa é a aplicação do formato radiofônico no podcast. Quase todos os programas são gravados com transmissão ao vivo, via streaming, e todos os elementos sonoros (efeitos, trilhas e vinhetas) são reproduzidos em tempo real, exatamente como em um programa de rádio. Se assemelha a tradição radioalista americana.

Matando Robôs Gigantes – apresenta, discute e opina sobre quadrinhos, jogos e cinema, além de assuntos cotidianos em geral. Os programas são bem curtos, raramente passando de 20 minutos, e extremamente descontraídos.

Nerdcast – o supra citado, hors concours, e mais baixado podcast brasileiro; mostrando a visão Nerd do mundo, fala sobre todos os nichos e nuâncias da cultura pop, incluindo literatura, cinema, quadrinhos, jogos, séries, filmes, etc; também trata de ciências, História, assuntos cotidianos e histórias engraçadas. Recomendo o programa especial de RPG, onde as famosas partidas do jogo se tornam aventuras em forma de áudio, divertidíssimas, cheias de referências e extremamente bem produzidas. Além da Trilogia Medieval Fantástica, estão para lançar o último episódio da Trilogia Cyberpunk, cujo segundo capítulo bateu 3.2 MILHÕÕÕÕES de downloads.

Agora os gringos!

StarTalk – apresentado pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson, o programa sempre conta com um comediante profissional para falar de maneira divertida sobre astronomia e ciências em geral. Temas da cultura popular e debates acadêmicos modernos são recorrentes.

Night Vale Radio – uma rádio local da pequena (fictícia) cidade do interior americo, Night Vale; Cecil narra os acontecimentos misteriosos da cidade como se tudo fosse normal; o podcast é carregado de referências literárias de mistérios, terror, alienígenas, cultismo, e tudo que é estranho. Conta com um humor inteligentíssimo!

Serial – apresentado pela jornalista Sarah Koenig, o programa conta a história verdadeira do assassinato de uma jovem adolescente no EUA. Cada um dos 12 episódios explora um aspecto diferente do misterioso caso, mergulhando em cada detalhe de maneira rigorasamente profissional e minuciosa – a investigação foi melhor que a da própria polícia e conta com um desfecho real impressionante.

Freakonomics – em curtos episódios de 20 minutos cada, responde a perguntas corriqueiras de maneira inteligente e bem embasada, pesquisando a fundo e usando técnicas analíticas. Conta com várias entrevistas e tem insights interessantíssimos.

Radiolab – parte do famoso NPRNational Public Radio (rádio público americano), é um espetáculo sobre a curiosidade que explora os limites da ciência, da filosofia e da experiência humana.

How Stuff Works – como o nome sugere, explora o funcionamento de diversos objetos, tecnologias e aspectos da vida corriqueira; temas incluem animais, carros, aventuras, cultura, entretenimento, saúde, ciência e muito mais.

Deixe nos comentários dúvidas ou sugestão de podcast.
Cliquem nos links, baixem podcasts e divirtam-se!

ROCK OFF

 

#MayThe4thBeWithYou – Star Wars!!!

Rock ON!!

Não sou fã, mas entendo a importância dessa história para o cinema, as artes etc.

Hoje vi minha Time line ser inundada pela hashtag #MayThe4thBeWithYou e resolvi fazer a charge, lembrando de uma das cenas do filme, quando o Luke pega um sabre de luz.

A cena ficaria muito melhor assim, não acham?

starwars

E sim, eu prefiro Star Trek!

Rock OFF!!!

De Boas Olhando Macacos!

Rock ON!!!

Estava aqui de boas, olhando fotos do filme do Planeta dos Macacos. Desde os primeiros filmes, da década de 60/70, até aquela versão dos anos 2000 que merece ser esquecida, chegando finalmente à nova sequência, que sinceramente achei espetacular.

Bom, não quero escrever muito, quero que se divirtam com as imagens que selecionei, que vejam como antes o trabalho de maquiagem era incrível e que hoje, igualmente incrível é o trabalho da computação gráfica. A mídia pode ter mudado, mas o capricho continua o mesmo.

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Espero que tenham gostado da seleção.

Assistam os filmes novos dessa franquia. A história está muito bem composta e dinâmica.

E lembrem-se: Macaco não Mata Macaco!*

Rock OFF!!!

*Se não entendeu, assista o filme novo.

Cinema, Coca-Cola e Gente Barulhenta!

Rock ON!!!

Excelente campanha da Coca-Cola sobre como determinadas atitudes podem atrapalhar a experiência das pessoas vendo um filme no cinema.

Particularmente eu acho que a pessoa que paga para ir ao cinema e fica fazendo barulho é um imbecil. Primeiro porque está fazendo barulho e atrapalhando os outros, segundo, porque pagou para fazer isso e como sabemos, cinema em São Paulo não é barato. A meia-entrada para uma sessão 3D custa R$ 12,00 num cinema de um shopping mediano, numa quinta-feira.

Também tem o imbecil que não desliga o celular e pior ainda, fica tirando aquela porcaria para ver as horas. Nem adianta fazerem animações sensacionais pedindo para desligar o celular, o povo simplesmente não entende que isso atrapalha quem está ao lado e eu já arrumei muita discussão por conta disso.

Bom, chega de reclamar, vou falar do vídeo.

Filmado em Copenhagen, eles captaram as imagens de diversas pessoas antes da sessão começar e depois inseriram suas imagens digitalmente na mesma película do filme, numa cena. A edição ficou muito interessante.

Vejam aqui:

)

E lembrem-se: sala de cinema não é lugar de bater-papo, atender celular e muito menos colocar seu chulezão na cadeira da frente. Quer fazer tudo isso, fique em casa!

Rock OFF!!!

300: Rise of an Empire!!!

Rock ON!!!

This is SPARTAAAA!

This is SPARTAAAA!

Não resisti e fui ver a pré-estréia de 300: Rise of na Empire!!! Assisti em 3D, dublado.

Gostei muito do filme, foi além do que eu esperava ou imaginava, simplesmente foi demais, uma aventura e tanto, muito sangue, tripas e violência, ao melhor estilo 300.

A dublagem ficou muito boa, parabéns à equipe brasileira, que embora não tenham mostrado nos créditos [e eu fiquei até o final deles], fez um excelente trabalho! Cada pausa, respiração, fala, tudo encaixou perfeitamente bem!

A fotografia do filme é um show a parte! Não é um filme amarelado como o primeiro 300, este é mais escuro e em alguns momentos, a tela parece embaçar, especialmente nas cenas perto da água, onde se passam a maioria das batalhas. Você literalmente se sente lá no meio de tudo, é muito bom.

A edição de som também foi primorosa, cada efeito, cada música, tudo se encaixando magicamente, para dar àquele filme de ação, a mais pura verocidade, uma experiência explêndida!

A ação do filme também é um show a parte: muitas lutas bem coreografadas, cenas em câmera lenta, cada detalhe, cada pedacinho de violência, como deveria ter sido uma batalha naquele período, com mutilações muito bem feitas, enquadramentos precisos, cenas até mesmo belas e outras muito rápidas, que sinceramente, vou ter que ver de novo, para poder pegar os detalhes melhor.

Os cenários ficaram lindos, a pesquisa de figurino foi bem bacana, para quem não queria ver homens fortes de tanga, agora saibam que eles usam belos saiotes azuis e capinhas, ah, as capas continuam! ehehehe

Rodrigo Santoro tem mais espaço para dar um show de interpretação. Ele ficou mais convincente como Xerxes, com mais falas interessantes. Meus respeitos e parabéns para esse ator brasileiro que tem muito ainda para crescer LÁ FORA! Sim, fique em Hollywood, faça bons papéis, você merece! Adorei a cena em que… bom…

 

Link oficial do filme, para você brincar, baixar papel de parede, ver trailers, criar gifs, etc:

Diva!

Diva!

 

http://www.300themovie.com/

O Ateniense de nome difícil!

O Ateniense de nome difícil!

Xerxers: Deus-Rei!

Xerxers: Deus-Rei!

A rainha viúva. Seu nome? GORGO! Rainha Gorgo!

A rainha viúva. Seu nome? GORGO! Rainha Gorgo!

A mulher má e seus ninjas!!!

A mulher má e seus ninjas!!!

Imagens meramente ilustrativas e retiradas aleatoriamente da internet. Se você se sentir ofendido ou for o dono de alguma delas e quiser que eu a retire, pode pedir por email. Mas saiba que faço questão de divulgar gratuitamente este excelente filme e que não estou lucrando nada com isto.

 

Agora vou falar da história, do roteiro e por isso já lanço o alerta: vou contar do filme. Se você não viu ainda, suma daqui, feche o post agora, não leia porque vou dar SPOILER.

Você foi avisado.

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Thor 2 – O Mundo Sombrio – Sem Spoilers

Thor 2 - O Mundo Sombrio - Sem Spoilers

Rock ON!!!

Hoje assisti o filme novo do Thor. Tudo que tenho a dizer é que: FINALMENTE FIZERAM UM FILME DECENTE DO THOR! Batalhas épicas, porrada por toda a parte, destruição, explosões, vilões significativos, pitadas de humor e até um leve romance, tudo isso misturado com naves espaciais [no melhor estilo Star Trek] e efeitos especiais inacreditáveis! Realmente Thor 2 – O mundo Sombrio é um filme que entrou para minha lista: “Assisto toda a vez que passar.”

Aliás, pretendo ir ver de novo, porque tem muitas cenas rápidas que acabei perdendo no 3D porque pisquei!

Sem contar que o Chris Hemsworth está maravilhoso como Thor.

Quem não assistiu, corra e veja em 3D legendado!

A fotografia e trilha sonora estão maravilhosas e o roteiro, puxa vida! Capricharam no roteiro! Mesmo quem não viu o primeiro filme não vai ficar perdido ao ver este!

Não vou dar mais detalhes, mas vou deixar a dica: esperem os créditos. Todos os créditos! Tem dois filminhos finais.

Rock OFF!

Assista a “Monty Python – Em breve… (LEGENDADO)” no YouTube

Finalmente Férias!!!!

Rock ON!!!

Estou em férias no trabalho, finalmente!

E que melhor modo de passar as férias do que trabalhando? Ops, o quê? Hein?

É, surgiram uns trabalhos extras para fazer, muito bons, por sinal e estou bem animada com isso! Hehehehe

E terminei mais um módulo na SAGA!!! Eeeeehhh!!! Arte Final! Foi bem bacana, construímos um livro infantil. O meu ficou bem bacana e gostaria de colocar aqui para vcs para dowload, mas ainda não sei como fazer isso. Enfim, quando descobrir eu coloco.

Mas se alguém aí quiser, mande-me um email solicitando que encaminho o pdf. Aproveite, é grátis!

Bom, terei férias bem agitadas: planejo viajar bastante (Itatiba, São Roque e ?), ir ao cinema, à Expomusic também acontece este mês e por que não um showzinho se tiver?

Também quero estudar um pouco a parte de noSQL, HTML5 e Ruby.

Enfim, serão férias agitadas!

Rock OFF!

Dias Incertos

Rock ON!!!

 

Vivemos dias incertos. Não sabemos mais se podemos sair de casa para trabalhar, estudar, ir ao médico sem nos depararmos com algum tipo de bloqueio ou violência. Os governantes são criticados pela massa. A mesma massa que os colocou lá.
 
Alguns chegam ao absurdo de pedir impeachman sobre impeachman, só para colocar determinado fulano no poder. Como se isso fosse a salvação do Brasil. Vejamos, se o cara quisesse ser político, ele se candidataria a algum cargo público.
 
A presidente não decide as coisas sozinha. Basicamente ela diz sim ou não. Pode propor algumas coisas, que deverão receber seu sim ou não de outras camadas.
 
Algumas pessoas estão se aproveitando da situação para cometer crimes. Começamos com os saques. Alguns até brincam com isso outros dizem que tem que ser assim mesmo.
 
Depois, essas mesmas pessoas vão para uma igrejinha qualquer rezar e pedir perdão pelos seus pecados conscientes. Assim fica fácil. O que está faltando nessa população é pensar. Mas como irão pensar se não tiveram educação? Se o pouco que tiveram foi manipulado?
 
Alguns me criticam dizendo que sou esnobe, dona da verdade, que me acho inteligente. Ora, bolas, aprendi a pensar, a ter meu juízo das coisas porque sempre li muito e porque tive professores ótimos. Estudei em escola pública. Acho que os únicos cursos particulares que fiz foram em cursinho pré-vestibular. Não sei como vocês conseguem medir inteligência. Não me prendo a isso.
 
A questão toda é que se parassem de babar o ovo de jogadores de futebol, estrelas da tv e outras celebridades, vocês estariam vendo a situação como ela realmente é.
 
E não, não vou contar isso para vocês. Quero apenas deixa-los com uma ‘coceirinha’ intelectual para que assim possam prestar mais atenção ao que está se passando ao seu redor.
 
Não é apenas uma manifestação por melhores condições que vai culminar com a vontade do povo sendo aceita.
 
Isso é muito maior.

Assista a “Iron Man 3 – Big Game trailer Official Marvel UK | HD” no YouTube

Rock ON!!!

Achei o trailer simplesmente ótimo! Tenho uma grande expectativa em relação a este filme!

Rock Off!

A Invenção de Hugo Cabret

Rock ON!!!

Oi, galera!

Hoje uma breve resenha do filme ‘A invenção de Hugo Cabret’.

Um filme morno. Bom para passar o tempo e só.

Um filme morno. Bom para passar o tempo e só.

Vi o filme hoje e sinceramente não entendo porque falaram tanto dele quando estava no cinema.

É bonito? Sim, a fotografia é bonita. Tem personagem carismático? Tem sim. O roteiro é bom? Bom, mas… sabem como é? Morno. Sim, achei morno. Meio sessão da tarde.

O filme conta na verdade a história de um cineasta francês esquecido. Tem a história do menino Hugo, que parecia ser o mote principal, mas no final das contas, tudo gira em torno do cineasta esquecido.

O filme é bom para passar o tempo. Sabe quando você não tem nada para fazer e quer assistir alguma coisa? Então, esse é o filme. Nada especial na minha opinião.

Se você quiser ver a história do cinema romanceada, cheia de ‘magia’ ohh, assista a Invenção de Hugo Cabret. A trilha sonora é bonita também. Trata-se, resumidamente de um filme bem composto e só.

Por isso a resenha termina aqui.

E para saber mais sobre George Melié, visite a Wikipédia, material bem bacaninha sobre ele.

Rock OFF!!!

O Cinema

Rock ON!!!

 

Oi, galera! 

Hoje fui ao cinema e vi um filme muito bacana, depois posto sobre ele: Reis e Ratos.

Adoro cinema: aquela tela grande me fascina para caramba. Mas tem uma coisa que eu detesto e acho que muita gente também não gosta: o chato do celular. Ah, como assim, Priss? Bom, eu explico, caro leitor: o chato do celular é aquela pessoa que não consegue manter o maldito aparelho desligado. Por razões desconhecidas até então pela humanidade, mesmo com filminhos, apelos publicitários pedindo, tem sempre um infeliz, ou melhor infelizes [por que isso parece uma praga e se espalha com uma facilidade!] ligando o maldito celular durante a sessão! Porra, meu! O que tanto você tem para ver nessa porcaria de aparelho?

Fico realmente revoltada com isso. Hoje na sessão tinha 4 pessoas com celulares e uma com IPhone, que simplesmente é o pior: tela maior = maior incômodo.

Eu pago para ver o filme como você e por isso mereço respeito. Você que fica com o celular ligado durante a sessão e consulta de hora em hora para ver quanto tempo falta para acabar o filme só pode ser aquela criancinha filha da puta que berrava para mãe ou pai dizendo que queria fazer cocô no meio da sessão em 2001!

Você cresceu e agora não pede mais para fazer cocô, fica brincando com o seu maldito celular. Se não aguenta ficar sem ver as horas, espera o filme sair em DVD, compra e vá ver sozinho em sua casa.

Penso que essas pessoas que vão ao cinema e ficam com seus celulares ligados são verdadeiros ‘forever alones’, esperando uma ligação que nunca virá! Aliás, se estiver esperando uma ligação, cinema não é lugar de fazer isso, criatura!

O celular é uma das coisas que mais me irritam nos cinemas atualmente. A outra é o pé na cadeira: o bicho do mato vem, parece que nunca recebeu educação e mete o pezão sujo e fedorento na poltrona da frente! Que droga! Você quer mostrar seu tênis de marca comprado no camelõ do Brás, seu otário? Você faz isso na sua casa, seu mané? Deve fazer, é um porco sem vergonha que quer exibir para todo mundo o cheiro de queijo podre que emana de suas extremidades. E isso vale para as meninas também: não quero ver suas unhas pintadas e sujas, com sua sandália de patricinha comprada numa outlet da vida. Seu pé fede também e pior ainda: está cheio de micróbios, sua nojenta!

Sim, galera, hoje to cheia de revolta, mas escrever ajuda a passar.

E só revolta  não adianta. Gostaria de pedir encarecidamente que não usem mais seus malditos celulares durante as sessões de cinema e que não coloquem seus pés imundos sobre as cadeiras!

Não me conformo que a Cinemark fez até uma animação, com música e personagens clássicos de filmes pedindo para que as pessoas desliguem os celulares e ninguém respeita! Fala sério, mais didático que isso impossível! 

Talvez quando proibirem a entrada com celulares dos cinemas a coisa se resolva, mas isto está longe de acontecer.

Bom, pessoal, é isso. Muito grata por lerem. Hoje só tem isso mesmo, um post indignado, na conversa fiada.

Rock OFF

Gandalf vs Diablo

Rock Me ON!!!!

Oi, galera!!

Quando vi Senhor dos Anéis no cinema e passou aquela cena da luta entre o Gandalf e o Balrog, rapidamente me lembrei da capa do Jogo DIABLO.

Anos mais tarde, surgiu esta tira:

Gandalf vs Diablo

Gandalf vs Diablo

Rock Off!!!

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