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Apenas um Gato!

Rock ON!!

A ideia hoje era fazer um desenho mais bonito, mais legal, contudo, a  mão não colaborou e saiu esse gato bebendo leite, meio rabiscado, parecendo capa de livro dos anos 70.

Bom, pelo menos não foi de todo um desperdício, né?

 

gato

Microconto: Apenas Um Gato

Aproximou-se vagarosamente do pires, abaixou-se preguiçosamente, soberano, bebeu aquele líquido.

Degustava cada gota do alimento, sorvendo suas proteínas e tendo a certeza que estaria alimentado.

Enfrentaria bem a noite fria que se desenrolava, de barriguinha cheia e forças renovadas.

Estranhou, no entanto, que de uns tempos para cá, havia sempre um pires com leite para ele, todas as noites, no mesmo lugar, no mesmo horário. Acostumou-se e quando se deu conta, estava deitado em uma almofada, ao lado de uma garota que o adotara.

As noites frias de fome e vento eram apenas uma memória distante. Chocolate era o animal de estimação de Laura, mimado e amado por ela e por seus amigos. Legitimamente adotado e cuidado pela então universitária, que hoje era analista de sistemas e desfrutava de sua companhia inseparável.

Chocolate era apenas um gato, que foi adotado aos poucos.

Fim.

 

Rock OFF!!

 

Obrigada, Kojiro. Obrigada por Tudo que nos deu.

rock on.

Nesta madrugada de 14/02/2015, Kojiro faleceu.

Kojiro se foi nesta madrugada. Foram 8 9 anos de amizade, quase 10, que faria em 23 de maio, seu aniversário.
Kojiro não vinha se sentindo bem desde o ano passado. Ao brincar, se cansava fácil. Este ano machucou a patinha e o levamos ao veterinário. No dia seguinte ao tirar a tala, ele estava com falta de ar e o levamos novamente ao vet.

Lá fizeram exame de sangue e descobrimos que as plaquetas dele estavam baixíssimas, 85 mil, quando o mínimo aceitável seria 200mil.

Fizemos o tratamento recomendado durante 13 dias e no segundo exame de sangue, as plaquetas tinham subido para 313 mil plaquetas. Esse resultado pegamos na última quinta-feira e ficamos contentes, porque ele havia melhorado e até ganhado metade do peso que tinha perdido.

Nesta sexta dia 13, ele parecia bem: comeu quanto ele quis, bebeu água, comeu salgadinhos, brincamos um pouco, recebeu muitos carinhos, abraços e beijos, demos remédio. Ele só parecia mais sonolento que o habitual. Mais cansadinho, chegou a dormir com a cabeça em minha mão durante alguns minutos.

Fui dormir às 1h. Minha mãe ficou mais um tempo acordada e lá pelas 3h, ela me acordou pq ele tinha dado um gemido e tossiu, pulei da cama e fui pegá-lo na minha cadeira, onde o deixei dormindo e literalmente ele morreu em nossos braços, o corpinho dele ficou molinho, leve, como no dia em que o trouxemos, de repente ele ficou com o peso de um filhote. Estava partindo meu ‘bebê-gato’, meu gorduchinho listrado, meu orelhudo, ciumento e emanador-mor de fofura.

Corremos ao veterinário, pq eu ainda ouvia o coraçãozinho dele bater. Mesmo vendo seus olhinhos ficando distantes, se despedindo, mesmo assim, o levamos ao veterinário.

Quando chegamos, fomos atendidas rapidamente e o veterinário tentou tudo o que a medicina permitia, mas ele estava fraquinho, o coraçãozinho estava terminando de bater e não resistiu, tendo o veterinário atestado sua morte lá pelas 03h40.

 

Acreditamos que ele tenha infartado, em casa mesmo, quando deu aquele gemido. Foi rápido e pelo menos ele não sofreu muito. Fizemos o que estava ao nosso alcance, mas uma hora o corpo não aguenta e o dele já tinha 9 anos, e há pelo menos 1 ano notamos que ele tinha diminuído seu ritmo de brincadeiras, pois se cansava rápido, dormia mais.

Esta semana ele correu atrás da Minhão, brincou comigo com pacotinhos, ainda parecia no auge. Ele deu tudo de si para gente e somos muito gratas por todos os momentos que tivemos juntos.

Meu gatão, gigante, musculoso, lindo, fofucho, sem-vergonha, comilão, fominha, meu Kojiro, minha lenda, meu grande amigo peludo. O ‘Gatão da mãe’, puxa-saco da mãe, como a gente o chamava, tantos nomes para um gato só, um gato que foi adotado e muito amado.

Este post é para nos lembrarmos sempre de você e eternizá-lo. Você me deu muitas alegrias, muitas fotos, momentos de ciúmes engraçados também. Brincamos muito, você me fez feliz, fez a toda nossa família mais unida e mais feliz.

Nós o enterramos no quintal, embaixo da amoreira, onde havia um pé de boldo antigamente, que você adorava ficar dormindo sob as folhas e saia todo perfumado. Agora você está dormindo e estas palavras são para te homenagear, pois sei, naturalmente que gatos não leem sites, embora algumas vezes, quando você teimosamente subia no meu colo no meio de algum trabalho da faculdade, acabava digitando alguma coisa. Mas nunca fiquei brava com você. Ao contrário, você me fazia rir e rir muito.

Ainda temos a Minhão, mas a casa está vazia sem você. Como você preenchia esta residência, como você a completava, andando, rebolando todo bonachão, como um Garfield real, olhando cada cantinho todos os dias, destruindo aranhas e baratas, sempre alerta e curioso, meu ‘muneko’, espero que esteja bem. Todo nosso amor para você espero que tenha sentido em seus últimos suspiros. Fique em paz.

 

Abaixo deixo a última foto que tirei do Kojiro, meu listrado,  com a Minhão no quintal, dia 11/02 às 19:26. Nunca havia tirado uma foto dos dois assim, tão calminhos.

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Obrigada por tudo, Kojiro, A lenda, você morará eternamente em nossos corações e memórias.

rock off.

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