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Podcast!!!

ROCK ON leitores, amiguinhos internéticos! Aqui é o Lucas Balaminut, ouvinte profissional de podcast.

Como todo bom hiperativo não diagnosticado, estou sempre procurando estímulos informativos (culpa do café?). Notícias, artigos, colunas opinativas, papers acadêmicos, vídeos, ou gráficos do mercado financeiro – consumo tudo que vejo pela frente. Um rato de Wikipédia, estou sempre fuçando fontes a fim de saciar minha curiosidade infinita.

Porém, entre todas essas alternativas, destaco a minha favorita. Além do café, sou viciado em podcast.

Mas Lucas… não sei o que é podcast. Por obséquio, vossa gentileza poderia me explicar?

Podcasts são programas em áudio, assim como aqueles do rádio. A diferença é que não são limitados pelo horário de programação. O ouvinte pode baixar os episódios quando quiser, ouvi-los quando desejar, pausar em qualquer momento e reouvi-los se tiver vontade. Um verdadeiro Netflix dos radio-shows. Podcasts podem ter horas de duração ou apenas alguns minutinhos, podem ter muitos participantes ou apenas um narrador, e podem tratar de qualquer assunto.

Recentemente, descobri o site Os 5 Melhores, que permite a qualquer usuário criar listas sobre qualquer tipo de produto, serviço ou assunto em geral, e votar em quais são os melhores dessa lista. Normalmente, cada votação tem entre 20 e 50 participantes. Eu descobri a lista de Os 5 Melhores Podcast Brasileiros, onde mais ou menos 50 podcasts eram listados, contando com 250 votantes. Divulguei a lista pros meus podcasters favoritos e pros meus amigos. Estes divulgaram para os seus ouvintes e para outros programas e, de repente, iniciou-se a TERCEIRA GUERRAL MUND… digo, A GUERRA PODCASTAL!

Os diferentes programas passaram a competir para subir no ranking, todos divulgando em massa a votação. Em menos de um dia, a lista já contava com 5 mil participantes e, o mais impressionante, SEISCENTOS PODCASTS! Sim, existem mais de 600 programas brasileiros diferentes. Eu não fazia idéia da dimensão da mídia até então – que surpresa agradável! Confira a lista, leia os comentários e descubra programas bacanas.

Ó, que pândego! Hó Hó! Conte-me mais sobre isso…

Os podcasts surgiram no EUA como uma evolução do rádio. Quando a internet surgiu, vários programas de rádio passaram a disponibilizar a gravação de seus episódios online – como talk shows, entrevistadores, programas de auditório, jogos de quizzes e comediantes. Dessa forma, quem deixou de ouvir o programa no rádio poderia baixar e escutar. Com a evolução da internet, muitos broadcasters perceberam que manter um site no ar é muito mais barato do que ter um programa em rádio; logo, vários programas migraram para a plataforma online. Um pouco depois, outros lançaram novos programas diretamente na internet.

Os podcasts americanos ainda mantêm muito dessa tradição radialista; o formato do programa gira em torno de um apresentador que conversa de maneira convidativa e semi-formal com convidados. Eles contam com pouca edição de falas e músicas, sendo quase que inteiramente produzidos durante a gravação.

Diferente da gringolândia, o Brasil tem uma história peculiar com esta mídia independente. A dez anos atrás, quando poucos podcasts existiam, era comum que pequenos blogs experimentassem todas as ferramentas disponíveis na internet a fim de atrair audiência. Foi assim que surgiu o Nerdcast, primeiro podcast realmente expressivo do país. Em vez de radioalistas com anos de experiência, este podcast, assim como muitos outros que vieram a seguir, era feito por entusiastas amadores que queriam agregar conteúdo ao seu site, falar de assuntos que gostam, opiniar e compartilhar experiências.

O Nerdcast desbravou a mídia no Brasil; contando com o aumento da acessibilidade da internet, o levante da demanda por cultura pop moderna, saudozismo e a popularização da cultura de nicho Nerd, cada ano o Nerdcast dobra sua audiência (de 350 mil downloads por episódio em 2014 pra 700 mil em 2015), servindo como porta de entrada pra mídia à muitos ouvites. Foi assim que descobri podcasts, a 8 anos atrás!

Encontrei o Nerdcast enquanto procurava sobre filmes do X-Men no Google, mas achei extremamente estranho ouvir desconhecidos conversando por uma hora no meu ouvido; também não conseguia diferenciar as vozes, saber quem é quem. Mas depois acostumei. As conversas eram engraçadíssimas, os participantes me conquistaram e eu aprendia bastante com o conteúdo. De um programa por mês, passei a ouvir um por semana, depois um por dia e, quando percebi, aguardava ansiosamente pela próxima publicação.

Estava feito: me tornei um ouvinte regular! O primeiro podcast que escutei na data de publicação foi o Nerdcast 101 – Traumas de Infâncias, a 7 anos atrás. De lá pra cá, é um ritual semanal baixar o Nerdcast de sexta-feira.

Mas o que ouvir durante os outros 6 dias da semana? Fui atrás de mais podcasts, claro.
Como eu era um adolescente cheio de tempo livre, procurei por temas que me agradavam, me tornando um verdadeiro junky de podcast. Sempre que estou fazendo alguma atividade que não requer muita atenção (limpar a casa, lavar a louça, pegar ônibus, correr no parque, etc), também estou ouvindo podcast.

Escolher entre 600 programas diferentes sem previamente conhecer nenhum  é complicado – sofro disso toda vez que vou a um restaurante que nunca experimentei nenhum prato. Então, aqui vão as RECOMENDAÇÕES DO LUCAS! Aeeeeeew.

JWave –  cultura pop, nerd e Japonesa; além de ser engraçado e cheio de curiosidades, o Juba (host) é muito carismático. Temas incluem JPop, anime, mangá, cultura oriental, cultura pop em geral e nostalgia anos 90 e 80. Descobri pesquisando sobre o anime Neon Genesis Evangelion – ainda com alguma dificuldade de entender… quem sabe eu não escrevo sobre isso?

Mundo Freak Confidencial – trata de investigar mistérios, lendas, mitos, oculto, obscuro, curioso e sobrenatural; programas bem leves engraçados, visa a diversão acima de tudo. Recomendo os episódios especiais Aconteceu Comigo.

Mixtape – bandas, álbums, instrumentos, estilos, tudo relacionado a música com o muito carismático Gustavo! Recomendo o episódio em que participei Filmes Sobre Música.

Promontório Estéril – pequenos episódios de 20 a 30 minutos narrando a vida de personagens históricos não tão famosos como em um áudio drama; muito bem produzido.

Dragões de Garagem – divulgador científico, trata de outros assuntos com seriedade mas sem perder a descontração; visa o aprendizado e tem excelentes entrevistas.

TemaCast – leva aos ouvintes conteúdo relevante sobre comportamento, história, biografias e cultura geral.

SciCast – traz conteúdo extremamente bem pesquisado, professores acadêmicos e pesquisadores com o objetivo de ensinar ciência de maneira divertida; temas variam de biologia, tecnologia e exatas para história, geografia e outras áreas humanas. Eu mesmo participei do episódio 88 – Pensamento Científico, e outros que ainda serão publicados.

Café Brasil – estimulam discussões intelectuais através de reflexões sobre vários aspectos da vida em sociedade.

Radiofobia – produzido, editado e apresentado pelo mestre do broadcasting Leo Lopes; discute temas variados e entrevista convidados ligados à atividade humorística do rádio, TV ou internet. O diferencial do programa é a aplicação do formato radiofônico no podcast. Quase todos os programas são gravados com transmissão ao vivo, via streaming, e todos os elementos sonoros (efeitos, trilhas e vinhetas) são reproduzidos em tempo real, exatamente como em um programa de rádio. Se assemelha a tradição radioalista americana.

Matando Robôs Gigantes – apresenta, discute e opina sobre quadrinhos, jogos e cinema, além de assuntos cotidianos em geral. Os programas são bem curtos, raramente passando de 20 minutos, e extremamente descontraídos.

Nerdcast – o supra citado, hors concours, e mais baixado podcast brasileiro; mostrando a visão Nerd do mundo, fala sobre todos os nichos e nuâncias da cultura pop, incluindo literatura, cinema, quadrinhos, jogos, séries, filmes, etc; também trata de ciências, História, assuntos cotidianos e histórias engraçadas. Recomendo o programa especial de RPG, onde as famosas partidas do jogo se tornam aventuras em forma de áudio, divertidíssimas, cheias de referências e extremamente bem produzidas. Além da Trilogia Medieval Fantástica, estão para lançar o último episódio da Trilogia Cyberpunk, cujo segundo capítulo bateu 3.2 MILHÕÕÕÕES de downloads.

Agora os gringos!

StarTalk – apresentado pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson, o programa sempre conta com um comediante profissional para falar de maneira divertida sobre astronomia e ciências em geral. Temas da cultura popular e debates acadêmicos modernos são recorrentes.

Night Vale Radio – uma rádio local da pequena (fictícia) cidade do interior americo, Night Vale; Cecil narra os acontecimentos misteriosos da cidade como se tudo fosse normal; o podcast é carregado de referências literárias de mistérios, terror, alienígenas, cultismo, e tudo que é estranho. Conta com um humor inteligentíssimo!

Serial – apresentado pela jornalista Sarah Koenig, o programa conta a história verdadeira do assassinato de uma jovem adolescente no EUA. Cada um dos 12 episódios explora um aspecto diferente do misterioso caso, mergulhando em cada detalhe de maneira rigorasamente profissional e minuciosa – a investigação foi melhor que a da própria polícia e conta com um desfecho real impressionante.

Freakonomics – em curtos episódios de 20 minutos cada, responde a perguntas corriqueiras de maneira inteligente e bem embasada, pesquisando a fundo e usando técnicas analíticas. Conta com várias entrevistas e tem insights interessantíssimos.

Radiolab – parte do famoso NPRNational Public Radio (rádio público americano), é um espetáculo sobre a curiosidade que explora os limites da ciência, da filosofia e da experiência humana.

How Stuff Works – como o nome sugere, explora o funcionamento de diversos objetos, tecnologias e aspectos da vida corriqueira; temas incluem animais, carros, aventuras, cultura, entretenimento, saúde, ciência e muito mais.

Deixe nos comentários dúvidas ou sugestão de podcast.
Cliquem nos links, baixem podcasts e divirtam-se!

ROCK OFF

 

Física Quântica Não é Achismo.

ROCK ON!

Olá caros leitores, aqui quem fala é Lucas Balaminut!

Vagando pela internet, eu me deparo com muitas pessoas que pensam que mecânica quântica é puro achismo e que os físicos não sabem muito bem o que estão falando. Como eu tô cansado de ver esse tipo de opinião baseada em falta de conhecimento e desinformação, fiz este textinho didático pra ajudar a entender um pouco mais de física moderna.

Se alguém quiser adicionar algum conteúdo ou souber de alguma correção, por favor, sinta-se à vontade pra deixar a revisão nos comentários. Esta leitura funciona bem melhor se assistir os vídeos espalhados pelo texto – eles não estão aí de bobeira, ok?

Acredito que muito da confusão que se da sobre física quântica vem do fato de que a física e a química que aprendemos no colégio está desatualizada. Elas não estão necessariamente erradas, mas já faz quase 100 anos que muitos conceitos foram aprimorados.

Lá no início do séc. XX, a física era dita como quase completa e, com seus modelos, era possível explicar e prever quase todos os fenômenos da natureza. Porém, alguns pequenos probleminhas persistiam. Um dessses probleminhas se tornou um problemão com o experimento da dupla fenda.

O experimento é bem simples: um canhão atira partículas, uma de cada vez, em direção a um sensor em forma de placa. Entre a placa e o canhão está uma parede com duas fendas. Quando atiramos os fótons ou elétrons pelo canhão, podemos ver onde ele está batendo na placa. Quando olhamos pro resultado, vemos que é impossível que cada elétron ou fóton tenha viajado como um ponto, mas o resultado é totalmente compátivel com uma onda que foi dividida em duas pelas fendas no meio do caminho. Este experimento é bem simples e pode ser feito em casa:

Descobriu-se que uma partícula se comporta tanto como uma onda, quanto uma partícula clássica (um pontinho no espaço). Este efeito é chamado de dualidade onda-partícula.

 

 

Uma vez que descobrimos isso, faltava saber por que as partículas se comportam ora como ondas e ora como corpúsculos. Porém, toda vez que se tentava medir a onda durante seu trajeto, antes que ela batesse no sensor, a onda virava uma partícula no momento da medição. Achava-se que era um problema com o experimento, mas depois descobrimos que a dualidade é real quando encontramos uma forma de vê-la sem interferir em suas propriedades. Em vez de usar sensores sensíveis a luz, usamos sensores sensíveis ao campo magnético. Este vídeo mostra uma das primeiras fotos que foram feitas com esse método:

Mas o que é essa onda? Os físicos achavam que cada ponto da onda representava uma chance maior ou menor de encontrar a partícula, mas que ela estaria sempre em um único lugar. Porém, descobrimos que cada ponto da onda representa uma chance maior ou menor de ser a partícula, como se ela pudesse se espalhar em milhares de pontos. Este conceito é extremamente contra-intuitivo. Como pode algo não estar em um único lugar, mas estar em vários lugares? Como pode o fato de estar se tranformar em chances de estar em algum lugar? Muitos duvidaram que isso seria possível pois é diferente de tudo que já vimos na mecânica clássica.

Einstein era um deles e, em resposta ao problema, ele disse que “Deus não joga dados”. Neste caso, vale a pena dizer que ele não se referia a um Deus de maneira religiosa, mas mais como “universo”, “natureza” ou ainda “leis da física”. Porém, foi provado que a onda é bizarra mesmo; Einstein se arrependeu profundamente de ter dito aquilo e passou a ajudar a desenvolver a mecânica quântica. Os experimentos que provam este conceito são bem complicados, mas o mais simples deles foi extremamente bem explicado neste vídeo:

O impacto desta mudança de paradigma é profundo. Por exemplo, antes acreditávamos que os elétrons ficavam girando em volta do núcleo do átomo; hoje sabemos que o elétron pode se espalhar em volta do núcleo, formando uma camada ou uma bolha. Um átomo com vários elétrons pode ser como um núcleo dentro de uma bolha, que está dentro de outra bolha, como uma boneca russa, ou as camadas podem estar em superopsição. O processo de passar um elétron de uma camada para a outra cham-se salto quântico; quando isso acontece, um fóton é liberado. Essa onda de luz só podem viajar carregando quantias de energia fixas; essas quantias foram chamadas de “pacotinhos”, ou quanta. Dessa maneira, quanta apenas quer dizer uma quantidade discreta, que não pode ser quebrada. Para cada frequência de luz existe uma quanta certa de energia.

Também descobrimos as caracterísitcas de cada partícula: carga, massa e spin. Este último é parecido com o efeito de uma esfera girando em torno de sí mesma com a força perpendicular em seus pólos, mas é mais complicado que isso. Cada partícula tem um spin definido que reage com as partículas a sua volta. Mais que isso, em condições bem específicas, duas partículas se ligam de uma forma que o spin de uma é o completo oposto da outra. Chamamos isso de entanglement. Se você ligar duas partículas antes de saber o spin delas e, depois, levar uma partícula pra um ponto A e a outra pro ponto B, no momento em que você medir o spin da partícula A, você sabe que o spin da partícula B é exatamente o oposto. Isso permite o que chamamos de quantum teleportation. Antes de mais nada, isso não é nenhum tipo de teleporte, em hipótese alguma, apesar do nome sugestivo. O fenômeno apenas quer dizer que quando você mede o spin de uma partícula, você sabe o spin da outra instantaneamente, mesmo se uma partícula estiver muito longe da outra. O legal é que isso foi muito bem provado.

O recorde de quantum teleportation é de 25 km. O problema é transportar as partículas sem que elas percam o ligamento.

Scientists Are Beaming Over Quantum Teleportation Record

Porém, ainda estamos limitados ao sistema booleano: o switch só pode estar está ligado ou desligado, 0 ou 1. Muitas pesquisas estão trabalhando em como gravar informação usando as ondas da partículas; em vez de 0 ou 1, teríamos um espectro imenso devido a onda de probabilidades e as superposições, o que aumentaria a capacidade de guardar informações em escalas enormes. Além disso, pesquisadores também trabalham em usar o entanglement pra acelerar a capacidade de processamento. Hoje, o computador faz cálculos mudando os 0s e 1s um após o outro (como dominós em uma fila, um vai empurrando o outro); com o entanglement, quando uma partícula tem seu spin medido, sabemos o spin da outra instantâneamente, o que faria com que todos os 0s e 1s mudem ao mesmo tempo (como em uma fila de dominós que todos caem simultaneamente).

O maior problemo do computador quântico é que, pra conseguir controlar estes fenômenos, precisamos de temperaturas baixíssemas. Imagine um computador com enormes tubos de nitrogênio líquido ao lado. Mesmo assim ainda é difícil fazer um Qbit funcionar pois estamos lidando com escalas extremamente pequenas, qualquer mínimo distúrbio distorceria o resultado.

Outro exemplo prático do uso do spin são as máquinas de ressonância dos hospitais (aqueles em que o paciente entra deitado em um cilindro). A máquina usa a mudança de spins das moléculas de água do seu corpo para escaneá-lo. Infelizmente, não tem página equivalente em Português, mas vale deixar a explicação completa aqui:

Magnetic Resonance Imaging – Procedure

Spin–lattice relaxation

Spin–spin relaxation

Nem a astronomia escapa! Antes da mecânica quântica, não sabíamos como explicar como era possível a existência objetos de densidade absurda, como as anãs brancas, estrelas que esgotaram todo seu estoque de hidrogêneo. É a energia dos elétrons espalhada em forma de onda de probabilidade que balanceia este tipo de estrela, tornando seu corpo estável mesmo muito denso.

O problema da física quântica é que, com tantos conceitos diferentes do que estamos acostumados no dia-a-dia, tão diferentes da mecânica clássica, é um prato cheio pra pseudociências. Acho importante deixar claro que quântica não estuda paranormalidade, outros mundos, alma, vida após da morte, ou nada desse tipo. Ela nem sequer tenta explicar isso. Robert Lanza, The Secret, “lei da atração”… tudo isso vem de interpretações equivocadas, não experimentais, ou calúnias mesmo, feitas pra se aproveitar de pessoas que acreditam em qualquer coisa que gostariam que fosse verdade, pra vender livros, DVDs, revistas, etc. Um pouco do por que essa confusão acontece:

Com mecânica quântica conseguimos construir o Modelo Padrão, que classifica as partículas, explica suas interações, e prevê resultados com 20 casa decimais de precisão (valeu por lembrar, Igor Alcantra ;D ). Todas as características do modelo padrão foram provadas experimentalmente. A última peça que faltava, o Higgs de Boson, foi encontrada em 2012.

Ainda há muitos mistérios na física, como o problema da supersimetria: se matéria e anti-matéria são sempre criadas simultaneamente e na mesma quantidade, e sempre desaparecem também ao mesmo tempo e em mesma quantia, por que vemos muito mais matéria do que anti-matéria no universo? O que explica essa falta de simetria no universo? E se o universo é simétrico, aonde está toda a anti-matéria equivalente a toda matéria que conhecermos? O que provocou seu isolamento de nós?

Infelizmente, é difícil achar material em português que seja bom e didático, e que não mistura ciência com interpretações filosóficas. Mas se você gosta de viajar na filosofia, não tem problema, eu também adoro. Recomendo este texto muito bacana sobre multi-versos que mandei pro SciCast, podcast de ciências, em resposta ao episódio sobre Forças da Física:

A Voz do Ouvinte #02: Não viaje na viagem no tempo

Recomendo ainda:

SciCast: Luz

Nerdcast: Quantificando a Física Quântica

Dragões de Garagem: Teorias, colchões quânticos e o carma de Newton

Dragões de Garagem: Modelos Atômicos

Dragões de Garagem: A descoberta do bóson de Higgs e seu espectador brasileiro
(entrevista com Rogério Rosenfeld, físico brasileiro que esteve presente no CERN)

Dragões de Garagem: Teoria da Relatividade Geral

Documentário sobre Einstein e a física quântica

Estamos longe de entender todo o mundo microscópico. Porém, o conhecimento que já temos é muito bem embasado. Na era da informação, com tantos divulgadores bacanas como Vsauce, Veritasium, Minute Physics e Sixty Symbols, não tem desculpa pra pensar que física quântica é achismo. Lembrem-se: “busquem conhecimento”.

ROCK OFF!

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