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Massacre de Paris!!!!

rock on.

Nesta sexta-feira 13 de 2015, um grupo terrorista iniciou uma série de ataques em Paris que culminaram na morte de mais de 100 pessoas que no momento estavam curtindo um show, um jogo de futebol, enfim, levando suas vidas normalmente.

Suas vidas foram interrompidas, o caos se instalou na cidade. O mundo assistiu atônito, acompanhando cada informação nova, o drama dos reféns no Bataclan, uma casa de shows que no momento estava lotada e cujos frequentadores foram friamente assassinados simplesmente por estarem alí. Uma das pessoas lá dentro conseguiu mandar mensagens pelas redes sociais implorando pela entrada abrupta da polícia porque os terroristas estavam matando a esmo.

Alguns homens-bomba também fizeram seus ataques, houveram explosões, tiroteios e violências em geral. Terror. Não importava alí quem era homem, mulher, criança, idoso ou orientações sexuais ou cor ou nacionalidades. Simplesmente se você estava vivo naquele momento, correu o risco de ser morto por um terrorista. Um maluco com uma arma na mão. Só pelo fato de estar vivo.

Pararam para pensar? Você sai para ir ao estádio, ao barzinho, ao show. Aparece um maluco na sua frente e simplesmente abre fogo contra você, seus amigos e sem dizer uma palavra, sem você saber porque, sua vida se esvai, a vida de seus amigos acaba.

Um dos terroristas abriu fogo assim. Sem emitir um som, sem um grito de guerra, abriu fogo e matou pessoas, friamente, sem sentimento algum. Um robô de carne removendo vidas.

O Terror tomou conta dessa noite em Paris e do mundo. Várias ações orquestradas e praticamente simultâneas. E esse terror não ficará somente para esta noite, esta semana. A ferida aberta no mundo será maior que esse período.

Pelas redes sociais falava-se em 3ª Guerra Mundial. Não descarto isso. Presidentes dos Estados Unidos e Rússia se pronunciaram. EUA já reforçou a segurança em suas cidades. A Rússia havia sido ameaçada há alguns dias e prometeu revidar.

E mesmo diante desse horror todo, houve quem desprezasse isso, como se fosse nada, sabe? Pessoinha vil da internet, que se achou melhor que todos os que morreram lá em Paris, que todos os parentes que ficaram com a dor e falou merda nas redes sociais. Juro que fiquei enraivecida com isso. Como a pessoa pode ser tão insensível? Sem alma, sem empatia, sem o mínimo tato, apenas olhar pro seu próprio umbigo? COMO, dona moçoila? Não vou por seu nome aqui, quem viu e ler esse texto vai saber. Não quero o Rock Me ON manchado com um nome estúpido desses.

Outra coisa que vi, foram pessoas diminuindo o caso em Paris, como se fosse uma piada, ou ainda, comparando com a tragédia de Mariana-MG. Não dá para comparar tragédias. O caso de Mariana-MG foi terrível sim, do mesmo modo que em Paris. Não é hora de comparar e aqui deixo as palavras da Sigryd Bagon:

Não é pq vc se solidariza com a dor de alguém de outro continente que vc está se lixando para a dor dos seus conterrâneos… Parem de ser idiotas!
É por conta desse egoísmo de achar que a “sua” dor é mais importante que a dos outros que o mundo tá na merda…
Tivemos tragédias no mundo inteiro por esses dias, TODAS merecem atenção….
Parem de criticar sem saber se a pessoa tem parente, amigo ou qq coisa na França, Japão e por aí vai…. Ou seja, parem de ser egoístas!
Bagon, Sigrid

Antes que reclamem, não fiz um texto sobre Mariana-MG ainda porque não tive tempo e não consegui ler o suficiente para poder me expressar.

paris
Mas vi também muita gente preocupada, torcendo para que acabasse logo esse massacre tão horrível e isso me deixou menos angustiada. As notícias vinham logo e uma mais aterradora que outra.

Hoje vejo reverberar a tragédia. Espero que isso acabe logo, que a vida volte a normalidade, mas sei que não vai. O terror quando instalado não sai com facilidade. Quando eu era pequena, lá na década de 80, tinha medo que o mundo terminasse num apertar de botão. Sei que isso soa ridículo para muitos de vocês, mas cresci com uma ameaça chamada Guerra Fria, onde o mundo polarizado me causava medo. Ora os soviéticos podiam explodir tudo, ora poderiam ser os norte-americanos. Felizmente não explodiram e eu pude crescer e ver a década de 90, aos poucos esquecer esse medo e as pessoas que cresceram nessa época não fazem ideia desse medo e devem estar rindo de mim. Pois bem, ontem, assim como em 11 de setembro de 2001, quando do atentado às Torres Gêmeas do World Trade Center, senti o mesmo medo voltando. Estava lá, guardadinho, mas voltou.

Agora a polarização não é mais soviéticos vs americanos. É terroristas vs ‘resto do mundo’. E o resto do mundo somos nós. Sim, nós aqui no Brasil, somos o resto do mundo. Surpreso? Se explodir uma 3ª Guerra Mundial, não tenha dúvida que iremos participar. Seja no front, seja fornecendo serviços, suprimentos, abrigando refugiados ou quebrando mais ainda economicamente. Não sou otimista mesmo. Desculpem se queriam ler algo mais ameno, não dá.

Esse massacre em Paris e as ameaças a outras cidades, vão gerar consequências sérias. Aliás, já geraram: fronteiras fechadas, restrições aos refugiados, islamofobia, sendo que nem todo seguidor do islam é terrorista.

Sim, NEM TODO ISLÂMICO É TERRORISTA. E muitos verdadeiros islâmicos estão solidários aos franceses e postando fotos e textos em solidariedade às vítimas.

Eu falo aqui em terroristas. São causadores do terror pelo terror. Dizem ter uma motivação religiosa. Mas, na boa, não é religião isso, é fanatismo e deve ser combatido.

Faz tempo que os terroristas causam esse terror, destroem vidas por aí, patrimônios históricos. Já chega. Chega desse terror, já passou da hora de planejar e executar os cabeças e desfazer essa organização.

Os muçulmanos bons não podem levar esse estigma. Mais pessoas não devem morrer por isso. Já tem muito sangue espalhado por aí.

Torço pelas pessoas de Paris. Não vou rezar porque não acredito que haja um deus. Se houvesse um deus e bom, como pregam, não tinha tanta merda no mundo acontecendo. Se você discorda de mim, não me venha dar sermões. Não venha me convencer que estou errada. Você vai perder seu tempo.

Deixarei aqui uns materiais interessantes para vocês, pois em meu texto não quis tratar questões históricas, foi um desabafo meu, caso não tenham notado. Então, vou deixar um texto do site Xadrez Verbal e um vídeo do @pirulla25.

Texto do Xadrez Verbal:

O Pensamento Vil e os Acontecimentos na França
http://xadrezverbal.com/2015/11/13/o-pensamento-vil-e-os-acontecimentos-na-franca/

O áudio do vídeo está chiado mesmo, mas dá para assistir.

—-UPDATE 15/11/15—-

O Xadrez verbal soltou vídeo novo ontem e deixarei linkado aqui:

O @pirulla25 soltou vídeo novo hoje e vou deixar aqui. Ele também indicou outro vídeo, em espanhol, sobre a questão na região, é bem didático e fácil de entender. Sempre que sair algo novo e relevante, farei update aqui, então, fiquem ligados.

Vídeo do Canal do Pirulla:

Vídeo indicado pelo Pirulla:

—-UPDATE 16/11/15—-

No domingo o Ivan Mizanzuk (@mizanzuk) do @Anticast fez um debate com o @XadrezVerbal, os teólogos Alexandre Milhoranza e Alexander Stahlhoefer sobre a situação na região onde o ISIS se instalou e está se espalhando. O papo ficou muito legal e recomendo que ouçam, porque vai tirar muitas dúvidas mesmo!

http://www.b9.com.br/61826/podcasts/anticast/anticast-urgente-06-atentados-em-paris-isis-e-isla/

Bom, é isso.

rock off.

#ProjetoHumanos!!!!

Rock ON!!!

Pessoal, resolvi fazer este post, apenas para divulgar um projeto super-maneiro do Ivan @mizanzuk lá do @Anticast.

podcast-humanos

Recomendo que ouçam o ‪#‎ProjetoHumanos‬. Nesta primeira temporada o relato de uma sobrevivente do Holocausto, a Dona Lili. As entrevistas são curtas, muito bem elaboradas e me trouxeram um novo panorama sobre esse evento nefasto da WWII.

Essa entrevista é em formato de podcast (se não sabe o que é um, clique aqui e veja o artigo do @LBalaminut) e é entremeada com informações do período da Segunda Guerra Mundial (WWII).

O Projeto Humanos é um marco na mídia podcast, é algo novo, que com certeza dá muito trabalho, mas que vale muito ouvir, a experiência é incrível.

Em alguns momentos era como se eu estivesse lá, naquele campo, observando a Dona Lili e testemunhando junto com ela aqueles horrores, para vocês terem ideia de como a edição está bem feita e foi cuidadosamente composta numa linha temporal muito imersiva.

E mesmo com um tema tão pesado, a entrevista tem pinceladas de leveza, algumas passagens são tratadas com humor, sem perder o respeito por tudo que houve.

A realização do Projeto Humanos só foi possível graças às doações dos ‘patrões do @Anticast‘ e agradeço muito a eles e ao Ivan por isto. No momento não tenho caixa para poder contribuir, mas espero que este post atinja alguns leitores que tenham como contribuir com alguma grana, este projeto e outros merecem, bastante.

Bom, Ivan, assim que eu puder, tenha certeza que me tornarei ‘patroa do Anticast’, é um podcast que tem me agregado muito valor e este Projeto Humanos é sem dúvida alguma, uma dádiva no mundo ‘podcastal’, tão cheio das mesmas coisas, ver surgir algo tão bacana e único, é muito legal mesmo.

Sem mais lero-lero, deixo o link do Projeto Humanos para vocês clicarem e acompanharem a história de Dona Lili e as demais que virão.

http://www.b9.com.br/podcasts/projeto-humanos/

 

Rock OFF!!

 

 

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