O Motociclista Voador

Rock ON!!!

Hoje vi um motociclista voar numa curva de acesso à Marginal Tietê. Ele fez a curva, o pneu da moto escorregou numa mancha de óleo e o veículo derrapou na pista. Com a inércia, o corpo dele bateu no chão, quicou como uma bola de basquete e bateu na defensa metálica [guard rail] da curva com as costas e ele foi arremessado para cima, num ângulo reto e ao cair, finalmente ao solo, sua cabeça bateu novamente na defensa metálica.

A queda foi digna de um acidente de corrida de motos. Mas isso foi na via pública mesmo. O motociclista não estava correndo. Fez a curva normalmente, dentro de uma velocidade aceitável, mas infelizmente havia aquela mancha de óleo pelo chão, onde derrapou.

Eu parei o meu carro, que vinha na segunda faixa à esquerda de onde ele parou. Larguei o carro lá com os piscas ligados e fui socorrer o sujeito. Mas outras pessoas também fizeram o mesmo: motoristas, motociclistas, passageiros. Um desses motociclistas me disse que quase derrapou também, por pouco conseguiu dominar a moto e parar logo a frente de onde o ‘colega’ tinha se acidentado. Uma moça ligou para o resgate. Uma senhora, de dentro de um carro atrás do meu, também fazia uma ligação. Eu fui para perto do acidentado.

Ele estava atordoado, não tinha se dado conta do que tinha acontecido. Queria se levantar. Eu e mais algumas pessoas o impedimos e praticamente o obrigamos a ficar sentado no chão, aguardando resgate. Aparentemente ele não quebrou nada. O capacete estava ralado, a jaqueta dele, de bom material, também. Certamente o fato dele estar bem equipado o protegeu de uma fratura na coluna ou no crânio.

Os demais motoristas que vinham na via, se enfureceram com o acidente. Tive que correr para remover meu carro da pista e saí de lá, na certeza que o motociclista estava bem amparado e que seria resgatado. Infelizmente houve gente xingando o coitado, como se fosse culpa dele aquele acidente todo. Não, a culpa foi do dono do veículo que passou por alí vazando óleo. Da falta de manutenção básica do veículo sujão e também da incompetência do setor que administra e gerencia as vias em São Paulo.

Não sei o nome daquele motociclista e espero que ele esteja realmente bem agora, em sua casa e talvez nunca leia este post. Mas se você por acaso passar por aqui, espero que sua recuperação seja breve e que nunca mais sofra com isso.

Após retomar o meu carro, fui para a Brás Leme, encostei e liguei para a Rádio Sulamérica a fim de informar o ocorrido. Felizmente eles replicaram a informação e espero que com isso a CET tenha tomado providências e limpado a área e mais motoristas e motociclistas tenham tomado cuidado ao passar naquele trecho.

Bom, é isso. Queria relatar para vocês e pedir que tomem cuidado por onde passam e que façam as revisões e consertos necessários em seus veículos. Nunca se sabe quem será a próxima vítima e se a sorte estará de plantão.

Rock OFF!!

Priss Guerrero

Sou um monstrinho Creck que ganhou vida. Twitter: @prissguerrero1

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