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Metáfora do Açougueiro!

Rock ON!

Uma pequena metáfora para você:

Metáfora do Açougueiro!

Aí o açougueiro foi cortar a carne e não tinha faca, o dono do açougue não comprou facas novas porque não tinha dinheiro e e recolheu as antigas porque o contrato com o fabricante delas tinha acabado.

Achou um absurdo? Tem mais! O cliente está no balcão, pedindo uma picanha fatiada porque tem churrasco dos amigos hoje. O açougueiro corre para sua casa, para buscar suas próprias facas.

O cliente vê o sujeito saindo e pensa: “Que absurdo! estou aqui esperando minha carne  e esse filho da puta vai para casa! Vagabundo!” Esse cliente vai embora.

Quando o açougueiro retorna, o dono do açougue o olha feio, reclama que ele se atrasou para o trabalho e diz que tem cliente esperando. O açougueiro, agora com suas facas, que não são profissionais, são facas comuns mesmo, atende como pode a fila de clientes do açougue.

Os clientes, depois de muito esperar, alguns saem satisfeitos, porque pagaram barato na carne de terceira, vendida como de primeira pelo dono do açougue que não é nada bobo. Mas tem os clientes que pagaram com dinheiro falso ou que enquanto o açougueiro estava de costas cortando as carnes, pegou um pedaço de bacon ou qualquer outro item do mostruário e escondeu, por acaso, num bolso da jaqueta. Ao final do dia, o dono do açougue fecha o caixa. As contas não batem, porque ele não considerou que seu irmão passou passou por lá e pegou uma grana emprestada.

O açougueiro, coitado, vai para casa. No caminho, encontra aquele primeiro cliente, que desistiu da compra e está vendo o jogo com os amigos num boteco. O cliente ofende o açougueiro, chama-o de preguiçoso, de ladrão e tudo mais de ofensivo que há nessa vida. O açougueiro vai pra casa.

No dia seguinte, é o dia do pagamento. O dono do açougue paga o salário do açougueiro, bem menos do que o ideal de mercado pago em outros países. Ele diz: é a crise. Mas você sabe que não foi isso.

Achou absurdo? E por que as pessoas não compram em outro açougue? Porque o dono desse tem uns amigos parrudos que impedem a livre concorrência, pois são sócios desse açougue.

Enfim, se ficou curioso sobre o texto, me pergunta, que terei o prazer de explicar o que está por trás da metáfora do açougueiro que expus agora. Abraços.

Rock OFF!!

A Espada Verde!

Rock ON!!

 

Fiz esse rabisco usando o Manga Studio.

Gosto das pinceladas desse programa. Parece que estou usando um bico de pena. É muito bom.

espadaverde

Rodolfo caminhava por uma praia, estava frio e usava seu agasalho. Pensava em sua vida, nas provas que teria durante a semana, nos jogos do seu time favorito, que perderia por causa de alguns seminários que precisava estudar.

Vida de estudante é assim mesmo. Distraído em seus pensamentos, tropeçou em um bastão semi enterrado na areia.

Abaixou-se, pegou-o. Era uma espada, que emitiu luz assim que foi tocada. Estudou-a por alguns instantes. Descobriu onde estava  o botão que a ativara. A desligou.

Rodolfo estava maravilhado. Guardou-a na mochila. Voltou para casa. Tomou seu achocolatado favorito e foi estudar.

Fim.

 

Rock OFF!!!

Ritual Matinal

ROCK ON!

Beep! Beep! Beep! – toca o despertador do Lucas.

Toda manhã é o mesmo desafio: abrir os olhos, sair do meu casulo de cobertores aconchegantes e levantar da cama, como se eu tivesse que nascer de novo e de novo, de segunda a sexta, às seis da manhã. Feito um zumbi, vou me arrastando pelo apartamento. Levariam seis passos pra andar do quarto até o banheiro. Porém, ando em uma espécie de zig-zag, quicando entre as paredes, trocando qual olho fica aberto. Quinze passos depois, chego no banheiro. Lavo o rosto, deixando a água quentinha aquecer meus motores. Me enchugo – com esforço, abro os dois olhos. Agora vem o detalhe mais importante: o café.

Gulp! Gulp! Gulp! – ouço na cozinha escura.

Ááááááááááhhh! – aprovei.

I like my coffee in the same way I like my nights: dark, endless, and impossible to sleep through. – conclui sem fazer a mínima idéia do que eu tinha dito.

3… 2.. 1: a cafeína chega no cérebro!

Tiro de revólver! Lançamento de foguete! Explosão nuclear! Erupção vulcânica!

ROCKY BALBOA MODE: ON!

Visto a roupa de corrida previamente separada. Amarro o tênis. Estralo os dedos, os braços, a costa, as pernas e me estico todo feito um macaco-aranha. Estou prontoooo!

Embalado pela mais empolgante trilha sonora, deixo minha residência e começo minha corrida matinal. De casa até o trabalho, são 20 minutos correndo. É pouco, mas eu sempre chego caindo aos pedaços, todo dolorido. Na última quadra, no auge do sofrimento, passa  Mrs. Daisy correndo, toda feliz e sorridente.

Pelas rugas, calculo que ela tenha entre 70 e 80 anos. Enquanto corre, seu cabelo semi-ondulado pula pra cima e pra baixo, feito pompom de animadora de torcida. Suas pernas e braços aparentam ser só pele e osso, e zunem contra o ar, feito bambu se dobrando ao vento. O queixo proeminentemente pontudo e o nariz triangular tornam sua face aerodinâmica. Como se quisesse protestar contra a idade, Mrs. Daisy usa piercing na orelha, camiseta de maratona e óculos Ray-Ban fosforescente combinando com a cor do tênis.

Ela sempre passa correndo, vindo da direção contrária. Quando me vê, abre um largo sorriso – que eu interpreto como satisfação de participar de atividades jovens, mas poderia ser deboche do meu preparo físico não ideal. Na verdade, eu não sei o nome dela, mas como a vejo toda manhã, tomei a liberdade artística de chamá-la de Mrs. Daisy. Já no trabalho, não consigo deixar de pensar no seu sorriso paradoxalmente adolescente; seu semblante determinado me inspira. Mrs. Daisy não sabe, mas é a parte central do meu ritual matinal.

Este esboço feito de qualquer maneira com caneta e marca texto não faz justiça a sua aparência incansável e a motivação que ela me da. Só espero poder alegrá-la da mesma forma. Quem sabe, algum dia, não descubro mais sobre ela?

mrsdaisyRUNS

ROCK OFF!

A História Não Contada!!!

Rock ON!!!

Um desenho foi lançado na time line do Twitter, foram solicitadas algumas informações, pessoas responderam e um texto foi feito. Apreciem com moderação.
golfinhoLadrao

Invadiram o cafofo do Osama. Com toda a brutalidade possível, os SEALS pegaram o famigerado terrorista, colocaram um capuz em sua cabeça e o tiraram daquele buraco. Aquele 2011 foi histórico. Osama foi executado e seu corpo jogado de um porta-aviões em um local desconhecido no oceano. Bom, isso foi o que contaram para o mundo.

Mas eu sei que não foi isso que aconteceu. Afinal, eu estava lá. Aqui quem fala é Simon, agente de estratégia e inteligência do governo dos Estados Unidos da América.

É, eu sei que é difícil acreditar. Mas vou contar mesmo assim.

Soubemos que Osama estava se escondendo em uma plataforma de petróleo abandonada, perdida no oceano. Fomos lá. Invadimos aquela lixeira e demos de cara com aquele terrorista dos infernos. Claro que seus capangas já tinham sido eliminados por mim e meus colegas.

Puxei uma cadeira velha, sentei-me diante daquele pulha, o olhei nos olhos e ri. Ele me olhava de volta, assustado. Claro, não é sempre que se tem um golfinho com uma SIG Sauer P226 9mm apontada para seu nariz. Mas lá estava eu, sorrindo para aquele canalha e apontando minha SIG.

Queria um tiro perfeito. Sou assim, caramba. Sentado lá, procrastinando, pensando em tudo o que já tinha passado nessa vida, nos testes de laboratório que me transformaram nessa ‘máquina de matar’, finalmente eu estava lá, para cumprir minha missão: acabar com o maldito assassino. Hehehe…

Lembro dos dias em que passava lendo os poemas de Yosano Akiko. Cara, como aqueles pequenos textos me acalmavam. Mas agora não tinha isso e o pulha, canalha e desgraçado estava na minha frente e eu, perfeccionista que sou, estava mirando bem entre os olhos. O maldito tremia e isso me irritava. Falava algumas palavras naquele idioma enrolado.

Enrolei o cara, falei no mesmo idioma, claro que falo mal e porcamente, mas porra, sou um golfinho geneticamente modificado, vocês queriam o quê? Procrastinávamos.

Durante 6 horas, fiquei mirando para o pulha, alternando os movimentos. Até que soltei uma gargalhada, o rádio havia emitido o aviso sonoro que eu esperava, era o sinal!

Atirei. Uma bala certeira no joelho. Claro que não errei o tiro, matá-lo de uma vez seria um luxo para ele. Atirei novamente, nas mãos que seguravam o sangramento do joelho. E outro tiro, no calcanhar, quando este tinha se virado e contorcido de dor. “Bang-bang, babye!” Falei cinicamente e um pouco rindo, admito. Atirei em todas as juntas daquele canalha, não seria o mesmo que sentir um prédio sobre seus ossos, mas ele gania de dor e isso me dava prazer.

Os rapazes o cutucavam com canos de ferro. Achamos jogados num canto daquela velha plataforma. Era lindo como ele gritava e gemia de dor. Quando estava para desfalecer, jogávamos água. E ficamos assim, brincando com ele por horas. Perdi a noção do tempo.

Quebrei-lhe os dentes, afundei-lhe o crânio. Por fim, arrastamos o maldito para fora da plataforma. Pulei no oceano, um mergulho lindo! Os rapazes jogaram-no em seguida. Peguei-o. Arrastei-o para o fundo. E quando ele estava quase se afogando, o trazia de volta à superfície. Brincadeira sadia, gostosa para nós, seus captores. Os rapazes eram como eu, queriam vingança por todas aquelas mortes nas torres gêmeas.

O rádio novamente, o sinal. E levei aquele canalha para o fundo e com a ajuda dos rapazes, que foram atrás de mim, o colocamos numa jaula submersa e o deixamos lá, seu cadáver inerte. Ninguém o velaria, nem faria os rituais sagrados, sua ‘alma’ ficaria lá, para sempre.

Depois saímos, voltamos para nosso navio, um barco de pesca discreto e fomos para o bar tomar umas e rir. Aquele monstro estava morto e já havíamos recebido o briefing da próxima missão.

Essa, meus amigos é a verdadeira história de como Osama Bin Laden foi morto. Aquilo que contaram para imprensa foi ideia de um burocrata. Nunca vou entender esses políticos, mas tudo bem, até que deu uma manchete bonita no New York Times.

Sobre nossa próxima missão? Não posso contar, é segredo. Mas posso dar uma pista: é num país bem ao sul do nosso. Heheheeh

——-

E aí, pessoal? Curtiram?
Eu pedi: nome, 1 qualidade, 1 defeito e 1 personalidade histórica.

As sugestões vieram de: @rmtakata, @ceticismo e @FellipeC.

Bom, é isso e se alguém ficou em dúvida: isso foi uma ficção, um conto.

Rock OFF!!!

 

 

J.O.S.H. – Atirador de Elite!!!!

Rock ON!!!

Fiz aquela brincadeira de novo: jogar um desenho no twitter e pedir contribuições. Vejam no que resultou. Ao final, créditos, claro!

J.O.S.H.

Aquela missão tinha sido uma das piores. Encheu a lataria com WD-40. Que vício! Aquela unidade robótica, o atirador de elite modelo J.O.S.H., conhecido pelo pessoal da Tático Móvel como Jorge.

Já estava viciado. Um robô altamente projetado, uma máquina tática de combate urbano mais viciada que os clientes dos traficantes barra pesada que costumava ajudar a eliminar.

O pessoal do Tático não ligava. Achavam prático ter aquele ser metálico à sua disposição para enfrentar bandidos. Evitava viúvas. ‘Nasceu’ para isso mesmo. Diziam coisas assim.

Durante aquela missão, um estilhaço de bala havia atingido sua unidade de processamento, por um vão na lataria judiada e que não via manutenção há um tempo.

Isso provocou uma falha no sistema, olhou para seus companheiros e entrou em pane.

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Soltou um ‘Hi’. Abriu seu sorriso metálico ergueu uma das mãos e acenou. Ninguém entendeu nada.

Não deu tempo. Estavam todos mortos agora, pois com a outra, Jorge, havia se vingado de todos os tiros que havia tomado em seus 2 anos de operação, afinal de contas, era o melhor atirador de elite daquele lugar.

Depois encheu-se de WD-40 pelo resto do dia.

Fim.

 

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Créditos:

Colaboraram com ideias:

@bucibin, @FellipeC, @lnrdsrz, @avioesemusicas

Se esqueci de alguém, me desculpe e manda o nome aí!

Obrigada, pessoal! Especialmente por terem mandado as ideias 2 vezes, já que perdi a primeira anotação que fiz!

Rock OFF!!!

Gumbas Kroo Ho Han!

Rock ON!!!
peludo

O dia estava quente. Não era fácil viver naquela região. Ainda mais com o corpo todo coberto de pelos. Assim era a raça de Gumbas Kroo Ho Han.

Pêlos por toda a parte, exceto na palma das mãos, na sola dos pés e na face. Eram castanhos, com alguns fios pretos e cor de caramelo. Mas Gumbas não sabia o que era um caramelo. O sabor doce que ele conhecia era do mel, que eventualmente conseguia, a muito custo enviando as poderosas mãos no oco de alguma árvore. Mas isso era raro.

A vida era difícil naquela região. Sua alimentação principal vinha da caça de pequenos animais, parecidos com lagartos. Com alguma sorte encontrava um pequeno mamífero, similar a um rato. A vida era bem dura alí, a água era escassa. Ele era o único de sua espécie lá. Precisava de uma companheira, precisava sobreviver.

Gumbas sabia que precisava sair de lá, procurar outros  peludos como ele. Por isso iniciou uma migração. Com seu tacape, feito de um pedaço de tronco, da árvore onde sorvera o primeiro mel que encontrara, ele era pequeno ainda, seus pais eram vivos. Agora ele seguia por um caminho tortuoso, naquela região quente e árida, sozinho. O ar era seco, queimava suas largas narinas, o chão machucava seus grossos pés. Precisava de um descanso. Andava desde que o sol nascera.

Viu uma pedra enorme. Parou ao lado para aproveitar a sombra. Ficou algum tempo lá, procurou lagartos para comer. Não achou. Não havia nada vivo lá, além dele mesmo, Gumbas Kroo Ho Han.

Depois seguiu viagem, naquele dia quente, coberto de pêlos.

Morreu anos depois, mordido por uma serpente.

Fim.

Rock OFF!!!

Bob, Um Cara Bacana!

Reggae Rock ON!!!

 

Bob.

Bob.

Bob era um cara bacana. Tinha cabelo ‘estilo rastafari’, barba, se vestia com roupas coloridas e usava uma alegre boina com as cores da Jamaica.

Bob atraia olhares por onde passava. Normalmente as pessoas torciam o nariz para ele, devido ao seu visual nada tradicional, afinal, morava numa cidade onde a maioria se vestia com ternos e vestidos de cores sóbrias, frias ou neutras.

Bob era pura alegria com seus amigos e familiares. Ele tinha até um animal de estimação: um belo cãozinho chamado Ginga. E Bob tinha uma namorada, Suzette.

Um dia Bob estava caminhando alegremente pela rua, indo ao trabalho. Sem querer esbarrou num homem alto, vestindo um terno de lã escura. O homem o olhou de cima. Bob pediu desculpas e seguiu em frente.

O homem virou-se e chamou Bob de sujo, maltrapilho e burro. Bob não ligou, estava indo ao trabalho e não queria se atrasar.

Às 10:30 Bob e aquele homem se reencontraram novamente: no local de trabalho de Bob, que era médico e já estava vestido adequadamente para atender seus pacientes. E o homem, é claro, havia agendado sua primeira consulta com o DR. Oliveira Silva, que era um proctologista de renome internacional e um cara bacana, para sorte daquele homem.

Rock OFF!!!

 

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