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Você torturaria um aluno?

ROCK ON leitores! Aqui é quem fala é o Lucas, diretamente da gringolândia.

Hoje, trago um curioso experimento para você. Mas primeiro, gostaria que respondesse para si mesmo:
Você torturaria um aluno?

Em 1963, Stanley Milgram, professor da Harvard University, conduziu um dos mais controversos experimentos comportamentais. Milgram recrutou várias pessoas dizendo que participariam em um estudo sobre aprendizagem. Os participantes eram colocados todos juntos em uma sala, onde responderem um questionário sigiloso sobre suas convicções relacionadas a tortura e aprendizagem. O questionário também ressaltava a importância sobre o estudo e conjecturava sobre um grande impacto positivo na sociedade. Depois, ainda nesta sala, alguns participantes eram aleatoriamente escolhidos pra fazer papel de “professor”, equanto outros eram selecionados para fazer o papel de “aluno”. Um aluno e um professor eram então conduzidos pelo pesquisador para dentro de uma sala especial, onde apenas os 3 estavam presentes. O pesquisador colocava o aluno em uma cadeira com ferramentas de indução de choques elétricos. Ao professor era dado um controle remoto que o possibilitava tanto dar choques no aluno quanto aumentar a potência destes.

Stanley Milgren

Stanley Milgren

O pesquisador então pedia para que o professor tentasse ensinar o aluno sobre alguns conhecimentos aleatórios; depois, o pesquisador instruia o professor a questionar o aluno sobre aqueles conhecimentos. Quando o aluno não sabia responder corretamente, o professor era instruído pelo pesquisador para dar leves choques no aluno. Caso este continuasse a errar, o professor era instruído a aumentar a potência dos choques. Logo no início, os alunos reclavam das dores e pediam pelo encerramento do estudo. Porém, o pesquisador relembrava o participante fazendo papel de professor sobre a importância do experimento e o mandava continuar com os choques, aumentando a potência destes gradativamente. Em certo momento, os choques chegavam a tamanha potência que os alunos berravam de dor e, desesperados, imploravam aos prantos para que o professor parasse com a tortura. Todavia, o pesquisador insistia que os professores prosseguissem e, na maioria das vezes, os professores obedeciam.

O que os professores não sabiam é que os alunos não eram participantes, mas sim atores, e que os choques não eram reais. Os atores fingiam dor e desespero gradativamente, conforme o experimento era conduzido. Na verdade, o “Behavioral Study of Obedience” (Estudo Comportamental da Obediência), não era um estudo sobre a capacidade de aprendizagem dos alunos, mas sim sobre a obediência dos professores perante uma ordem adversa. Os professores eram enganados para que seu comportamento pudesse ser estudo. A inspiração para o experimento veio de relatos de soldados nazistas que haviam cometido atrocidades durante a guerra, mas tentavam se justificar dizendo que apenas cumpriam ordens. Milgram hipotetizou que os nazistas desobedeceriam as ordens dos superiores se discordassem das mesmas. O pesquisador duvidava da capacidade humana de cometer atrocidades quando o agente repudiava a mesma, e decidiu então testar essa convicção.

Cenas do Experimento.

Cenas do Experimento.

 

Então, Milgram simulou uma situação parecidade, esperando que os participantes fazendo papel de professores se revoltassem contra o pesquisador, especialmente quando suas convicções eram muito adversas à tortura. Com muito espanto, ele descobriu que os participantes facilmente  seguiam as órdens da figura de autoridade, com pouco ou nenhum questionamento. Pelo contrário, muitos participantes sairam satisfeitos. Mesmo os participantes que relataram ser fortemente contra métodos de tortura em questionário prévio não questionaram a autoridade do pesquisador durante o experimento.

Milgram ganhou o prêmio da Associação Americana de Avanço Científico para estudos comportamentais, em 1964. Todavia, a opinião pública se virou fortemente contra o estudo, o que culminou em diversas leis de regência ética na ciência. Hoje em dia, esse experimente não seria aprovado pelo comitê de ética. Em estudos secundários de acompanhamento, Milgram entrevistou os participantes do estudo inicial. As experiências não causaram desconforto contínuo, como traumas, nem nenhum distúrbio psicológico aparente. Nestas entrevistas, os participantes eram apresentados aos atores que acreditavam terem torturado e podiam fazer qualquer pergunta. Quando questionados se os torturariam de verdade, a grande maioria respondeu prontamente que não.

O estudo mostra que, apesar de termos fortes convicções, podemos facilmente negá-las, mesmo que temporariamente, quando temos relação de obediência para com uma autoridade. Claro, isso varia de pessoa para pessoa, e nem todos somos torturadores em potencial. Mas o estudo nos mostra que existe uma diferença entre o que somos e o que gostaríamos de ser. Muitos participantes gostariam de ser indivíduos de forte convicção contra tortura. Todavia, a maioria dos participantes tentou torturar.

E você, caro leitor, quão convicto você é em suas próprias crenças sobre o que é certo e o que é errado?
Você tem certeza que pode diferençar quem você é de quem você gostaria de ser?
Se você fosse um participante nesse estudo, torturaria o aluno?

Tem certeza?

 

ROCK OFF.

Big Shake!!!!!

Rock ON!!!

Achei esta propaganda por acaso! Muito engraçada, aliás, uma série delas. Acho que são do Haiti, preciso pesquisar.

Prepare-se, você vai se surpreender com a criatividade!!!

Rock OFF!

Greve no IFSP – Instituto Federal de São Paulo

Rock ON!!!

Oi, pessoal!

Informo que o IFSP ainda está em greve, mas naquelas: alguns professores aderindo, outros não.

A secretaria só funciona até às 17h. Isso prejudica os alunos do noturno, que precisarão solicitar saídas especiais em seus trabalhos para resolver problemas.

E falando em problemas: as listas de chamada saíram com problemas de novo!
Alunos que trancaram a matrícula aparecem matriculados e alunos que estão cursando não têm seu nome na lista!

E o governo federal ainda teima em esconder essa situação, juntamente com a mídia comprada.

É isso, galera.

Rock OFF!

Greve Institutos Federais – IFSP

Rock ON!!

Pessoal, boa noite.

Informo que ainda estamos em greve, com a adesão de mais professores.
Ontem tivemos uma assembleia, mas tive que resolver alguns problemas particulares e não pude ficar para ver e também não consegui falar com o professor sobre isto.

Abaixo, segue o link para que conheçam as pautas das outras assembleias:

http://portalfederal.com.br/greve/

Bom, é isso pessoal.

Rock OFF!

Greve: Reivindicações

Rock ON!!

Oi, pessoal!

Neste segundo dia, estamos com várias faixas pela faculdade, as manifestações continuam pacíficas.

A seguir, vou postar as reivindicações, que também estarão disponíveis no endereço: http://portalfederal.com.br/greve/

GREVE NACIONAL DA REDE FEDERAL DE ENSINO / A PARTIR DO DIA 1º DE AGOSTO DE 2001 – POR TEMPO INDETERMINADO

Reivindicações:

1. Reajuste emergencial de 14,67% (inflação – IPCA + variação do PIB)
2. Destinação de 10% (dez por cento) do PIB para a Educação Pública
3. Reestruturação da Carreira Docente e do Técnico-Administrativo
4. Democratização das Instituições Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
5. Cumprimento já da legislação sobre questões funcionais dos servidores da Rede Federal de Ensino com a revogação das Instruções e Orientações Normativas em contrário
6. Pela manutenção e ampliação de Concursos Públicos para Docentes e Técnicos Administrativos em Educação
7. Contra a precarização da função Docente com o estabelecimento dos contratos temporários em substituição aos Professores/as Substitutos e para ocupação de vagas ociosas de Docentes do Quadro Permanente das Instituições Federais de Ensino
8. 30 horas semanais para os Técnico-Administrativos de toda Rede Federal de Ensino
9. Estabelecimento já de um GT com a participação do Governo, SINASEFE, FASUBRA e Reitorias para a discussão sobre as terceirizações nos IFES
10. Equiparação do Auxílio Alimentação dos Servidores da Rede Federal de Ensino com o Auxílio Alimentação dos Servidores do Congresso Nacional, Judiciário e Tribunal de Contas, pelo maior valor
11. Implantação de um Grupo de Trabalho – GT, com a participação do MEC e SINASEFE, para discutir a normatização, concessão e valores dos benefícios Auxílio Saúde, Auxílio Pré-Escola e Auxílio Maternidade.
12. Contra qualquer forma que retire direitos dos trabalhadores
13. Regulamentação/Institucionalização da negociação coletiva no setor público e direito de greve irrestrito
14. Retirada dos Projetos de Lei (PL 549/09, PL 248/98, PL 92/07) Medida Provisória 520/09 e Decretos contrários aos interesses dos servidores
15. Cumprimento por parte do governo dos acordos firmados e não cumpridos
16. Paridade entre Ativos, Aposentados e Pensionistas
17. Definição da data base (1º de maio)
18. Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário- base e incorporação das gratificações.
19. Pelo repúdio à Resolução 270/2011 do Conselho Superior do IFSP e à Portaria 1535/2011; pelo respeito ao trabalho da Comissão e pela aceitação da Minuta da Resolução de Trabalho Docente elaborado pela comunidade do IFSP.
20. Pela participação da comunidade do IFSP na discussão das políticas educacionais e na gestão administrativa do Instituto e campi.

A luta é justa e tudo depende da cada um de nós.

Comando de Greve
SINASEFE SP

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Amanhã prometo uma tira para descontrair, tá legal?

Rock OFF!!!

Primeiro Dia de Greve no IFSP – Instituto Federal São Paulo

Rock ON!!

Oi, pessoal!

Primeiro quero agradecer as inúmeras visitas, espero que este blog esteja sendo útil para vocês.

Segundo, vou contar como foi a noite hoje na Federal.

Houve a adesão de alguns professores, não todos. Parece que os mais novos estão intimidados por causa do seu período probatório, dá até para entender, mas greve é um direito e eles não deveriam ser punidos se aderissem. Não sei se serão, mas se for, tremenda injustiça.

Lá no IFSP hoje a noite tivemos manifestação dos alunos, professores e funcionários com faixas e apitos. Uma manifestação barulhenta e pacífica. No fundo todos concordam que a situação deve melhorar e acredito que o apoio à greve é da maioria.

Cheguei a tirar algumas fotos, mas por enquanto ficarei devendo, no post de amanhã eu coloco.

O professor da aula de hoje aderiu à greve, então, amigos que tem MSO, estas aulas não serão dadas e serão repostas em momento oportuno.

Não sabemos quanto tempo irá durar a greve aqui em SP. Se você é de outro Estado e tem informações, pode postar aqui ou mandar email, vamos trocar informações. Se tiver algum blog que também esteja divulgando o assunto, vamos trocar links.

Para àqueles que visitam o Rock Me ON em busca das tirinhas e conteúdo de sempre, não se preocupem, continuarei postando normalmente, mas dando espaço também para esta situação da greve.

É meu jeito de contribuir com a comunidade.

Grata pelas visitas!

Rock OFF!

Não somos Zumbis! Estudamos no IFSP e é Final de Semestre!

Guilherme Galdino e Priss Guerrero (Rock Me ON staff)
Final de semestre na faculdade é cruel! Estamos com olheiras, parecendo zumbis!

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