Massacre em #CharlieHebdo

Rock ON!!!

Não conhecia o trabalho dos franceses assassinados, massacrados, tirados brutalmente dessa realidade. Não conhecia mesmo. Antes da manhã de hoje, quando vi os primeiros posts sobre o assunto.

E aí vi como é importante tudo aquilo que desenhamos, falamos, mostramos por aí. Não sabemos quem está do outro lado. Se é uma criança sorrindo, um adulto sem nada para fazer ou um maluco.

Neste caso, um grupo de malucos. Clamando em nome de uma religião, cujas pessoas que realmente a praticam, devem estar nesse momento envergonhadas por esse ato tão absurdo, tão intolerante que foi praticado na França hoje.

Realmente, não conhecia o trabalho dos caras, mas eles criticavam a intolerância também, em diversas religiões. A intolerância para mim é um monstro. Cada dia mais forte, mais presente em nosso mundo. Dá medo.

Eu desenho também. De repente posso fazer a piada errada, ou ainda, alguém ver a piada e achar que foi para ela. Especialmente para ela. É assustador pensar isso. Tento não pensar, de verdade, mas quando algo assim, tão horrível acontece, é difícil não pensar.

Moro no Brasil, um país um pouco mais amigável, digamos, mas já passei uns perrengues por conta da intolerância de certos grupos religiosos locais, os crentelhos. Chamo de crentelho porque evangélico de verdade não faz esse tipo de coisa, são amigos, parentes, gente fina. Já o crentelho… ah, é tão perigoso quanto qualquer outro tipo de extremista.

E eu tenho medo disso. Tenho um pouco de medo do monstro da intolerância e ao mesmo tempo, fico indignada com isso. Por que devemos ver algo errado e nos calar? Às vezes, um desenho é uma crítica melhor que palavras, vai direto ao assunto, ao ponto. Por que nos calar diante de tantas injustiças, sofrimentos?

Por que não rir de nossas próprias desgraças como seres humanos, débeis que somos? Porque há o monstro da intolerância. Escondido em algum beco, esquina, pronto para surtar e pirar.

Aqueles homens criticavam com comicidade as mazelas dos seres humanos e foram vítimas dessas mesmas mazelas, da intolerância. O monstro atacou novamente.

Devemos aqui no Brasil, nossa terra das bananas e escândalos, cuidar para que algo assim não ocorra. Senão, meus amigos, estarei frita. Porque aqui no Rock Me ON, devo ter material suficiente para atiçar meio mundo.

Não conhecia aqueles caras, nem seu trabalho. Mas fiquei horrorizada com o que houve.

O texto foi longo, mas eu precisava escrever, porque às vezes, só às vezes, desenhar não é suficiente para se expressar.

Que a família dessas pessoas atingidas por essa catástrofe consiga justiça e que o mundo não odeie os islâmicos, muçulmanos de verdade. Eles não tem culpa dos malucos que erguem sua bandeira.

Boa noite.

atentado

Rock OFF…

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